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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Carta Aberta - Conselheiros de Cultura do Estado Paraná

Paraná, 25 de agosto de 2014

Carta Aberta

Nós, na qualidade de ex-Conselheiros de Cultura do Estado Paraná (já que recebemos carta registrada da SEEC nos "desmandatando" oficialmente), mas ainda vorazes militantes por políticas públicas de cultura, escrevemos para compartilhar nossa tristeza e vergonha. O Conselho Estadual de Cultura - CONSEC foi uma experiência frustrante, no que tange a conquistar um ideal, que foi distorcido e inutilizado por falta de vontade política da gestão pública estadual.
Nas oportunidades em que nos permitiram contribuir, lutamos, discutimos, questionamos, cobramos, ajudamos, servimos e desenvolvemos nosso papel da melhor forma possível, o que pode ser verificado nos vídeos das reuniões no Canal da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), no YouTube (https://www.youtube.com/user/SEECculturaPR).
Fomos escolhidos realmente em uma eleição complicada. Com um processo eleitoral longe de ser o ideal, mas não por nossa culpa, já que, como cidadãos, nos propusemos a participar dos processos decisórios para as políticas públicas de nosso Estado.
Desde a posse, percebemos de pronto que o CONSEC havia sido criado para ser consultivo e deliberativo apenas no papel. Percebemos, com enorme pesar, que estávamos ali apenas para cumprir protocolo e figurar um papel que o Governo jamais deixaria concretizarmos de maneira efetiva, como queríamos. Naquele momento, por instinto, decidimos ser combativos até o final. Por diversas vezes tentamos votar para alterar pontos do regimento interno e até mesmo da lei, para que beneficiassem a participação da sociedade civil, sem sucesso.
Chegamos mesmo a cogitar renúncia coletiva, mas não desistiríamos assim tão fácil. Não negamos esforços para participarmos do processo da Conferência Estadual de Cultura, pois acreditávamos que, entre outras, algumas de nossas funções como Conselheiros seriam conduzir o processo de organização da Conferência, o Plano Estadual de Cultura e o processo de eleição dos novos conselheiros. Em nenhum dos casos tivemos êxito, já que não foi nos dada a oportunidade de cumprirmos com essas tarefas.
Pedimos diversas vezes atenção às setoriais, porque não nos sentíamos aptos estruturalmente para representar uma ou outra classe artística. Levamos à pauta a denúncia da Senhora Eloah com relação à Conta Cultura. Cobramos explicações. Motivamos o que se transformaria no movimento ‪#‎contrafusão‬, com carta aberta na mídia, quando o Governador pretendia unir as pastas cultura e turismo. Sempre publicitamos nossas indignações com relação ao CONSEC. Protocolamos requerimentos solicitando reuniões extraordinárias, mas nenhum foi atendido. Não aceitamos reuniões a portas fechadas. Queríamos reunião oficial do Conselho. Exigimos que alguém da Secretaria Estadual da Fazenda nos explicasse a dinâmica dos repasses à cultura. Potencializamos as assinaturas da petição pública da PEC 150 e tentamos por todos os meios mobilizar as classes.
Não nos conformamos com a rapidez do cronograma do Plano Estadual de Cultura - PEC, documentamos nosso repúdio e pedimos aumento de prazo para consulta pública, pois entendemos que ao assinar o convênio de adesão ao Sistema Nacional de Cultura - SNC, o Governo do Estado deveria seguir a premissa, nele prevista, de levar à apreciação e aprovação do Conselho a minuta do PEC. No entanto, as discussões para a construção coletiva deste importante documento foram praticamente nulas, pois nem os agentes culturais do Paraná nem o CONSEC foram ouvidos. Seguiram-se nove meses com o mandato dos Conselheiros praticamente paralisado — e agora interrompido.
Mesmo depois desse tempo sem ter notícias sobre as reuniões, aproveitamos a vinda de conselheiros de outras cidades a Curitiba para nos reunir por conta própria e tomar atitudes. Sim, nós tentamos. Utilizamos meios formais e mídias, mas não adiantou. O CONSEC foi formado por 36 pessoas de todo o Estado, e nunca tivemos oportunidade de nos reunir suficientemente para alinhar políticas culturais. Essa é a realidade.
Nesse percurso foram muitos os amigos e companheiros que reconhecemos, pois são inúmeros os que lutam, militam e acreditam na cultura do Paraná. Temos a convicção de que não devemos nos calar, nunca, até que as pautas da cultura sejam tratadas com o respeito e a atenção que merecem. Em alguns momentos tivemos também que nos manter atentos para não permitir que fôssemos usados por aqueles que quiseram aparecer mais que suas causas. Mas isso foi tirado de letra, pois a luta de todos, no fim, é a mesma.
Gostaríamos de explicitar ainda nosso respeito pelos funcionários da SEEC e salientar que temos certeza da vontade de muitos de que todo esse processo não fosse uma catástrofe. Mas de nada resolveu o Governo apresentar um plano de ação e não fazer nenhum esforço para direcionar recursos para a área.
Enfim, o mandato dos Conselheiros de Cultura do Estado do Paraná acabou em 31.07.2014, sem que o Governo e a SEEC tenham organizado nova eleição. O cenário atual jamais pôde ser imaginado por qualquer um de nós, nem nos momentos de maior descrença sobre essa administração. O CONSEC está há nove meses sem realizar reuniões. Não passou por aprovação do Conselho, além da minuta do PEC, o edital de mecenato que a SEEC lançou na última quinta-feira. Não foi nem sequer discutida a mudança que precisa acontecer na Constituição Estadual para que a modalidade Fundo possa entrar em funcionamento. O Conta Cultura, depois das denúncias, foi extinto ao invés de ter as falhas corrigidas. O Estado não tem mais Conselho de Cultura.
Alertamos ainda que o Governo parece pretender aprovar o Plano Estadual Cultura sem consultar um Conselho — contrariando mais uma vez as diretivas do SNC e a própria afirmação de seu secretário de cultura, que há dias comprometeu-se a cumprir este protocolo. Isso seria mais uma rasteira nas discussões sobre política cultural, numa afronta à democracia e ao bom senso.
Infelizmente demos literalmente um passo para frente e dois para trás.

Ana Paula Frazão – Sociedade Civil – Teatro
Cícero Pereira de Souza – Sociedade Civil - Teatro - região de Campo Mourão - Maringá e Cianorte.
Danilo Oliveira – Governo – Conselho de Cultura de Jacarezinho
Fabrício Luiz de Vitor – Sociedade Civil - Música
Geslline Giovana Braga – Sociedade Civil – Patrimônio Cultural, Material e Imaterial
Joaquim Rodrigues da Costa – Governo – Fundação Cultural de Foz do Iguaçu
Juciê Pereira Santos – Governo – Secretaria Municipal de Cultura de Almirante Tamandaré
Marcella Souza Carvalho – Sociedade Civil – Dança
Nilton Aparecido Bobato – Sociedade Civil – Literatura, Livro e Leitura
Otávio Zucon – Sociedade Civil – Macrorregião Curitiba
Sarah Carolina de Souza Coelho – Sociedade Civil – Macrorregião Noroeste
Victor Miranda - Sociedade Civil - Macrorregião dos Campos Gerais

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Manifestação contra a administração do governo Beto Richa em relação à Cultura do Paraná.

MANIFESTO DA CAMPANHA #CONTRAFUSÃO

Há um mês atrás, um grupo formado por integrantes dos movimentos culturais, dentre artistas, gestores culturais, produtores, militantes  e demais pessoas interessadas, deflagrou nas redes sociais um movimento contra a proposta de fusão das Secretarias de Cultura e de Turismo do estado do Paraná anunciada pelo Governador Beto Richa (PSDB). A proposição integrava um pacote de medidas administrativas de interesse eminentemente eleitoral, calcadas no velho e batido discurso do choque de gestão, e concebidas, talvez, para aliviar a demagogia do partido em questão, que abertamente critica o montante de 39 ministérios mantidos pelo governo federal enquanto sua administração no Paraná sustenta um montante igualmente expressivo de 31 secretarias de governo, entre elas a Secretaria de Cerimonial, feita para abarcar um aliado político.

O primeiro ato de repúdio à proposta de fusão das pastas de cultura e turismo surgiu de uma frente minoritária dos Conselheiros de Cultura do Estado do Paraná, que se viram chocados com a notícia e a ocasião do anúncio, no dia 27 de setembro, logo após a conclusão da 3ª Conferência Estadual de Cultura, a maior instância de participação da sociedade civil na gestão pública da cultura do Paraná.

Após essa declaração de repúdio, seguiu-se o posicionamento de várias outras entidades culturais e de cidadãos. Um abaixo-assinado on-line foi feito e a notícia acerca do tema se alastrou, tendo como propulsor as redes sociais e o site do movimento. Primeiro veio o choque, depois a revolta e, por fim, a campanha vitoriosa.

O recuo do Governo do Paraná na equivocada proposta de fusão das Secretarias de Turismo e Cultura deve-se, quase exclusivamente, à mobilização do setor cultural. Assim, o engajamento político a partir da campanha #contrafusão teve uma expressiva vitória simbólica que poderá abrir um diálogo mais aberto e franco com o poder público.

Se considerada a mobilização pontual em torno deste tema, os balanços são positivos, mas se observado o andamento da atual gestão da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, há pouco para comemorar. Vejamos:

  • a redução do orçamento da cultura, de redução de 0,28%, em 2013, para 0,25, em 2014;

  • o desmantelamento da pasta de cultura, a começar pelo sucateamento dos aparelhos culturais, a falta de funcionários concursados, e a implosão da TV e Rádio Educativa, cuja  incumbência foi transferida para outra secretaria, enquanto sua gestão foi privatizada por meio de OS (Organização Social);

  • a obstrução do diálogo com a sociedade civil, seja o centralismo e verticalismo da atual gestão da Secretaria de Cultura nos tratos das demandas do movimento cultural, a incapacidade de uma metodologia participativa e democrática na 3º Conferência Estadual de Cultura, ou seja pelo aparelhamento político do Conselho Estadual da Cultura do Paraná, onde parte das cadeiras destinadas a sociedade civil estão sendo ocupadas por funcionários públicos; 

  • no que se refere às ações culturais, elas parecem guiadas pelo  dirigismo privado com verba pública: vide o Conta Cultura, sob denúncias de tráfico de influência e ausência de transparência na sua condução, ou a Corrente Cultural, que custou aos cofres públicos R$5 milhões e teve um público irregular, além de uma condução sem a devida publicidade e trâmite que a administração pública necessita;

  • no que diz respeito ao fomento à cultura, não temos uma ação efetiva na constituição e condução do CPROFICE, observação que não diz respeito unicamente às distorções que a renúncia fiscal gera na produção cultural, mas também aponta para a parca estrutura criada para a condução desse sistema, sem a cabível profissionalização, a fim de evitar tráfico de influência na condução das bancas e uma sustentabilidade nessa ação: uma política consistente de formação de platéia, difusão, pesquisa, preservação e produção de obras e espetáculos.

Por fim, tanto o Governador do Paraná, Beto Richa, como o Secretário de Cultura, o senhor Paulino Viapiana, devem explicações à opinião pública, a começar pela proposta de fusão e sua repetida defesa, bem como a natureza vertical dessa proposta de alteração da organização administrativa do Estado sem a consulta e o devido debate com a sociedade. Cabem também esclarecimentos sobre o descabimento de, sorrateiramente e em trâmite de urgência, propor-se a fusão da Secretaria de Turismo com a de Esporte na eminência dos grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo em 2014.

Curitiba, 19 de novembro de 2013.

CAMPANHA #CONTRAFUSÃO

https://www.facebook.com/contrafusao

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Esclarecimento sobre o critério de indicação da Banca de Dança dos Editais de 2013 da FCC

Segue o link para assinar o documento. att. Fórum de Dança de Curitiba

https://docs.google.com/document/d/1IM_3-Hqu2HZPE-Jo0qMcWr-9EeLyefZU2ejhWDC644U/edit?usp=sharing

ABAIXO A RESPOSTA QUE TIVEMOS DA FCC:

Olá Cindy e demais signatários.

Como havíamos conversado naqueles encontros, houve a sugestão de que no momento em que os editais estivessem no procedimento da Consulta Pública fossem indicados pela classe nomes para compor os grupos técnicos.

Nos foram remetidos em diversos e-mails 34 nomes. A primeira providência foi a retirada dos nomes que já haviam participado do último grupo para não causar desconforto a esses profissionais.

O segundo momento foi adquirir o contato de muitos nomes enviados. Foi neste momento que alguns se prontificaram a nos auxiliar indicando outros nomes de reconhecido valor dentro das atividades da dança. Um deles em especial e indicado nas listagens que a classe já havia enviado, se prontificou em nos auxiliar pois estávamos tendo dificuldade para fechar os grupos. Motivos para esta dificuldade ou seja, o não aceite de muitos, foram questões de agendas e o baixo valor pago para os pareceristas.

Assim, partimos da listagem que nos foi enviada e que foi complementada por indicações de outros desta mesma listagem.  O auxílio de um profissional que se dispos a vir até a FCC ver a listagem e realizar algumas ligações foram apenas no sentido de convite e ressaltar a importância de termos um grupo técnico que reunisse qualidade indiscutível.

Esta diretoria assume o papel de intermediação no sentido de convidar profissionais tendo como critérios principais a qualificação, a diversidade de estilos e a experiência em análise de projetos.

Ficamos a disposição para outros esclarecimentos.

Abraços

Augusto Rando
Diretor de Incentivo à Cultura
Fundação Cultural de Curitiba
Phone: + 55 41 3213 7509
www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Solicitação de esclarecimento quanto a Suspensão do Edital de Difusão e Intercâmbio do MinC entre o mes de Setembro e Dezembro de 2013

Pessoal,

O MinC suspendeu o edital de difusão e intercambio, deixei um comentário na notificação deles, por favor quem se importar com esse assunto fazer seus comentários nesse link aqui.

Meu comentário foi: Bom dia, gostaria de saber quem é o ORGÃO DE CONTROLE? Também qual a justificativa para a reformulação a ponto de suspender o edital para as viagens previstas entre setembro a dezembro 2013? Também vale relembrar que é um edital antigo e que já sofreu uma reformulação no final do ano passado. Por que suspender a verba agora no segundo semestre? A cultura já possui pouco investimento e é o lugar onde, comumente, o corte de verba é cogitado em primeira instância em momentos de crises econômicas. Por que não reformular enquanto mantêm o edital que já possui sua continuidade e tradição? Qual o impedimento para isso acontecer? Gostaria de um maior esclarecimento.

Abraços e obrigado.

Yiuki Doi

suspensão edital MinC

terça-feira, 2 de julho de 2013

Solicitação de esclarecimento sobre edital do conta cultura à SEEC-PR

Considerando o conteúdo do dossiê publicado por Eloah Petreca na última semana, devidamente protocolado no Ministério Público para que se apurem as devidas investigações, o Fórum de Dança de Curitiba vem por meio deste manifesto, – enquanto representatividade da área artístico-cultural da dança no Estado –, solicitar esclarecimentos à Secretaria de Estado da Cultura acerca do conteúdo do referido dossiê, bem como de todos os documentos anexos. É de extrema necessidade e bom tom que a SEEC-PR se manifeste sobre o documento em questão uma vez que lhe diz respeito, e que explique publicamente o seu posicionamento quanto à acusação de financiamento de projetos inabilitados e não inscritos no programa Conta Cultura com recursos da Copel e Sanepar.

  • Fórum de Dança de Curitiba

Dossiê Ministério Público - Conta Cultura e Cinema e Vídeo

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Texto após a errata da FCC

Houve duas solicitação da errata sobre um texto publicado no site da FCC. Uma solicitação do Yiuki Doi e outra da Juliana Adur. Ainda não é bem esclarecedora o texto da FCC, mas por momento a FCC realizou a errata e publicou um novo texto no site deles:

Nova reunião com artistas e produtores será realizada no próximo dia 20 de junho, às 14h30, no Teatro Londrina.

Na última quarta-feira (12), diversos artistas, produtores e entidades ligados à dança em Curitiba foram recebidos pelo presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Marcos Cordiolli, além do superintende Igor Cordeiro, do diretor de Incentivo à Cultura, Augusto Rando, e do coordenador de Ação Cultural, Getúlio Guerra. No encontro, foram debatidos os rumos da política pública para a área em Curitiba. Nos próximos meses, a FCC irá promover debates semelhantes com representantes das demais linguagens artísticas.

“A reunião atraiu um número grande de pessoas, de variados subgêneros da dança, produtores bastante experientes e outros que estão apenas começando a se envolver na área. Isso mostra que a dança tem uma vitalidade muito grande em Curitiba e que nós podemos construir uma política que faça com que essa linguagem ocupe um espaço cultural bem maior do que ocupa atualmente”, destacou o presidente da FCC.

No encontro também foi debatida a necessidade de universalização da dança em Curitiba, com ações que atinjam os diferentes estratos regionais da cidade.

Editais – OS três editais voltados à dança oferecidos pela FCC foram suspensos para reanálise. “Assim, durante a reunião desta quarta, fizemos uma série de esclarecimentos essa suspensão”, explicou o diretor de Incentivo à Cultura, Augusto Rando. Em função do conjunto mais específico de informações que foram requeridas, completou o diretor, será feita uma nova reunião no próximo dia 20 de junho, às 14h30, no Teatro Londrina, quando mais esclarecimentos formais sobre o assunto serão prestados.

Os interessados podem enviar sugestões para os novos editais até o dia 18 de junho, através do e-mailconsultapublica@fcc.curitiba.pr.gov.br. O roteiro para o escopo de edital está disponível para consulta no endereçohttp://www.fccdigital.com.br/leidoincentivo/textos.asp?id=123.

“Fizemos avanços importantes. A democracia pressupõe isonomia do acesso aos recursos públicos e, ao mesmo tempo, o fortalecimento das áreas culturais enquanto cadeia produtiva. E é isso que interessa diretamente à FCC. Queremos que os produtores e os artistas não vivam somente de editais, mas que usem os mesmos como um processo de formação e de estruturação, de maneira que possam vir a ter uma significativa geração de trabalho e renda”, pontuou Cordiolli.

SERVIÇO

Reunião com setor da dança

Dia 20 de junho, às 14h30, no Teatro Londrina

Solicitação de errata a FCC – por Juliana Adur

Gente,

coloco aqui o e-mail que mandei para o Marcos ontem à noite:

Curitiba, 17 de Junho de 2013

Boa noite, Marcos.

Sou umas das artistas da dança que está participando de todas as reuniões de discussão sobre o futuro da dança em Curitiba.
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer seu claro posicionamento em conferência pública sobre a responsabilidade exclusiva da Fundação Cultural de Curitiba em cancelar os 3 editais. Neste dia, por esse e por muitos outros posicionamentos, o senhor conquistou minha admiração e despertou uma vontade ainda maior de continuar dialogando com a Fundação para uma nova política cultural na cidade.
Porém, recebi hoje por e-mail o link de um texto da assessoria de imprensa da FCC, publicado no site desta no dia 14/06, que mais uma vez jogou a responsabilidade do cancelamento dos 3 editais para "alguns grupos".
Em nenhum momento solicitamos a suspensão dos três editais, embora claramente não concordássemos com eles. Apontamos irregularidades e injustiças em uma banca de um edital específico, que não atuou de maneira igualitária com todos os artistas. Nesta reunião o senhor colocou sua insatisfação com a política cultural municipal anterior e direcionamentos que pretendia colocar em prática.
O cancelamento dos três editais foi uma decisão do senhor e de sua equipe de trabalho, conforme registrado em ata do dia 12/06/2013. É de fundamental importância que isto fique explícito para toda a classe da dança para não provocar maiores dissenções em um grupo que já está dividido entre apoiadores e críticos das mudanças em andamento. Este equívoco de compreensão por grande parte da classe tem gerado inúmeras conseqüências, algumas desastrosas, em nosso cotidiano e em nossa vida profissional.
Desta forma, solicitamos sua intervenção para retificação junto à assessoria de imprensa que publicou:

Editais – Em um encontro preparatório anterior, alguns grupos solicitaram a suspensão dos três editais voltados à dança, o que foi atendido pela FCC.
“Assim, durante a reunião desta quarta, fizemos uma série de esclarecimentos essa suspensão”, explicou o diretor de Incentivo à Cultura, Augusto Rando. Em função do conjunto mais específico de informações que foram requeridas, completou o diretor, será feita uma nova reunião no próximo dia 20 de junho, às 14h30, no Teatro Londrina, quando mais esclarecimentos formais sobre o assunto serão prestados.

Como disse no início deste e-mail sou uma apoiadora das transformações propostas por sua gestão, mas solicito que a Fundação assuma publicamente as responsabilidades que lhe competem, e não as transfiram para grupos específicos, que, inclusive, são apoiadores nesta reconstrução da política pública para a dança em Curitiba.

Muito obrigada.
Atenciosamente,
Juliana Adur

domingo, 16 de junho de 2013

Solicitação de errata à FCC

Galera, acabei de enviar uma mensagem no site da FCC solicitando uma errata:

A/C da Acessoria de Imprensa da FCC

Boa noite, solicito a errata da seguinte divulgação: http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/noticias/fcc-debate-politicas-publicas-com-setores-da-danca-em-curitiba/

Sobre o informativo acima, acredito que não está sendo claro sobre o tramite do acontecimento e abre margem para alguns equívocos. O grupo de artistas e coletivo apontou problemas nos três editais, NO ENTANTO foi solicitado o cancelamento somente do edital de pesquisa em dança. Isso ficou claro nas reuniões que tivemos com o Cordiolli, no entanto, a matéria divulgada distorce a história. Eu, como cidadão civil e artista fiz um relato que divulguei ontem no Facebook, o qual acredito que é mais claro na devolutiva. Solicito uma errata na matéria acima. Por favor, compreender que busco somente uma transparência do fato. Anexo o meu relato abaixo, o qual acho que está de acordo com o que tem acontecido na questão dos editais dança no município.

Yiuki Doi

CURITIBA / SUGESTÃO PARA EDITAL DE DANÇA:
Pessoal, inédito, pela primeira vez a FCC abre possibilidade real de diálogo sobre a necessidade da dança no município. O acontecimento surgiu depois da suspensão dos três editais de dança de 2013 - fato que pegou de surpresa toda classe. Havia um movimento de insatisfação de certo grupo de artistas e coletivos sobre a forma como foi lançado e conduzido o edital de pesquisa em dança da Casa Hoffmann Centro de Estudo do Movimento. A FCC analisando a situação legal desse edital de pesquisa compreendeu que havia também um problema de planejamento e condução em todos os três editais de dança do município - já que os editais são somente uma consequência de um pensamento de política pública de cultura. Então, o presidente da FCC, Marcos Cordiolli, assumiu a responsabilidade da suspensão dos editais, para que logo em seguida eles possam ser relançados através de uma consulta pública. Alguns artistas da cidade estão preocupados se a classe irá perder a verba do fundo municipal, a proposta apresentada pela FCC é disso não acontecer; porém, o próprio Augusto Rando, diretor de Incentivo à Cultura, reconhece que provavelmente os resultados dos editais devem sair mais para o final do ano. Apesar de não haver perda financeira dos editais, sabemos que haverá uma perda de produção da dança na cidade esse ano. Dessa maneira, percebe-se que a atitude da atual gestão da FCC é inédita e corajosa dentro da história de políticas pública da cidade. O desafio da atual gestão municipal é a implantação do Sistema Nacional de Cultura no município, compromisso que o atual prefeito Gustavo Fruet assumiu durante a sua candidatura. Nesse aspecto, o debate de políticas públicas com setores da dança é coerente a uma das metas da atual administração do município. O desafio é a classe cultural e artística encontrarem cada vez mais mecanismos de diálogos eficientes, onde os diversos segmentos possam discutir sobre as diretrizes que vão nortear o planejamento cultural da cidade. Cada vez mais os agentes culturais precisarão participar de conferências, espaço de discussão, fórum, associação, sindicatos, etc. Precisa de uma compreensão de que política pública de cultura é de responsabilidade das ambas das partes: do governo e do civil. E que para ter direito temos deveres a cumprir como cidadão brasileiro. Política publica se faz por hábito, cada grupo, cada pessoa precisará encontrar a sua maneira de participar e estar conectado com as instâncias de controle social no seu quotidiano. No município já estão sendo realizadas as Reuniões Preparatórias para a 4ª Conferência Municipal de Cultura, o da classe artística será nessa segunda-feira agora, dia 17 de Junho (Centro de Convivência – Sede FCC/Moinho às 19h). Não adianta as pessoas se manifestarem somente no momento quando alguns editais foram suspensos – precisamos rever nossos conceitos sobre o que é fazer parte de política - o qual acima de tudo é uma questão SOCIAL. Depois de anos de falta de diálogo do setor público com a sociedade civil na cidade de Curitiba, essa nova gestão da FCC parece abrir um respiro a todos os agentes culturais da cidade.

Yiuki Doi

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Solicitação de divisão do Fundo de Cultura de forma equitativa em Curitiba além de maior investimento para a Casa Hoffmann Centro de Estudo do Movimento de Curitiba.

Ontem houve uma audiência pública sobre as diretrizes da Cultura 2014 no município de Curitiba sobre Juventude, Cultura, Laser e Esporte. Abaixo deixamos registrado a soliticação feita pelo Yiuki Doi, membro do Fórum de Dança de Curitiba, via Facebook. O evento aconteceu na Rua da Cidadania do Pinheirinho, mas poderia participar também via site ou facebook.

  1. SOLICITAÇÃO DA DIVISÃO EQUITATIVA DA VERBA DO FUNDO REFERENTE AOS EDITAIS CULTURAIS: Independente da verba destinado para o fundo para editais culturais é necessário uma divisão equitativa de valores do fundo entre os segmentos culturais. Como observação, entende-se como segmentos distintos a DANÇA, TEATRO e CIRCO conforme as diretrizes do Plano Nacional de Cultura. A comparação das necessidades entre os segmentos não deveria ser motivo para que uma área ganhe mais ou menos verba. Afinal, qualquer segmento precisa de edital de formação (amador e profissional), difusão, produção, memória, manutenção, pesquisa, etc. para o fomento da sua área cultural que possui suas particularidades.

    RESPOSTA: olá Yiuki Doi, concordo que a relação da distribuição deva ser pensada de maneira mais racional. Na área das artes cênicas a proporcionalidade se deu historicamente pela demanda que chegou a FCC. Este processo deve ser repensado junto a classe pois os recursos não serão o suficiente para que todas as áreas recebam o que merecem receber. A demanda por recursos na área da dança tem sido sentida nos últimos anos e da mesma forma incrementou-se recursos para esta área, ainda que considerada insuficiente. A ideia é de deixar o mais transparente possivel todos os processos relativo ao incentivo cultural, quer no estudo de uma nova legislação que abarque as novas tendências como racionalize os procedimentos. Da mesma forma a representação de todas as áreas serão necessária para que tenhamos um novo processo de incentivo que dê um futuro de sustentabilidade de ações (projetos com mais tempo de duração por exemplo) e que dê ao produtor cultural a possibilidade de fazer com que o produto cultural tenha mais divulgação e uma vida util extendida. De qualquer forma todos estes pontos devem ser debatidos em foruns que serão abertos para estes fins. - Estamos a disposição para recolher todas as colaborações da classe. Abraços - Augusto Rando - FCC/Diretoria de Incentivo a Cultura.

  2. SOLICITAÇÃO DE MAIOR INVESTIMENTO PARA A CASA HOFFMANN INDEPENDENTEMENTE DO EDITAL DE BOLSA PESQUISA. Acredita-se que o funcionamento da Casa Hoffmann não deve restringir somente ao edital de pesquisa em dança do município. A Casa Hoffmann é um Centro de Estudo do Movimento, dessa maneira precisa de mais investimento para que possa articular atividades variadas para promover o estudo da dança no município.

    A Casa Hoffmann precisa de:
    a) Oficinas para amadores e profissionais independentes das atividades referentes ao edital de pesquisa em dança (residência e estruturação); 
    b) Eventos de divulgação e compartilhamento de pesquisa em dança;
    c) Recursos para memória cultural da dança;
    d) Verba para curadoria para selecionar orientadores e os profissionais que darão oficinas na Casa Hoffmann. Este mesmo grupo poderá ajudar no planejamento mais eficiente das atividades da Casa Hoffmann;
    e) Recursos para o mapeamento dos artistas, coletivos e grupos de pesquisa em dança. Acredita-se que um centro de estudo do movimento do município precisa de um mapeamento do seu público;
    f) Funcionários que possam abrir o estabelecimento à noite e nos fins de semanas, horários que são considerados nobres nos centros culturais de dança;
    g) Verba para atualizar a videoteca e a biblioteca, um centro de estudo do movimento precisa disso;
    h) Verba para formação de platéia.

    Para condizer com o nome que é Centro de Estudo do Movimento, necessita-se de maior investimento financeiro em atividades variadas da Casa Hoffmann. Atenciosamente. Yiuki Doi

    RESPOSTA: Olá Yiuki Doi, agradecemos a sua participação. Com relação a Casa Hoffmann todas as suas sugestões serão avaliadas pelos setores responsáveis e conforme a viabilidade poderão ser implementados.

Forum de Dança de Curitiba

quarta-feira, 6 de março de 2013

CARTA ao Presidente da Fundação Cultural de Curitiba - Sr. Marcos Cordiolli (05/06/2013)

A/C Presidente da Fundação Cultural de Curitiba - Sr. Marcos Cordiolli

Curitiba, 05 de março de 2013.

Prezado Senhor,

Tendo em vista que os três editais de dança saíram com as mesmas datas de lançamento e com datas de encerramento de inscrições muito próximas nos dias 02 e 04 de março (Edital n.º 008/13 - Pesquisa em Dança, Edital n.º 009/13 - Produção em Dança e Edital n.º 010/13 - Difusão em Dança) e ainda, pelo aumento de demanda nessa área, solicitamos a prorrogação do prazo do Edital n.º 010/13 - Difusão em Dança, encerrado em 04 de março.

Fundamentados também na solicitação da Área do Teatro reivindicamos para os próximos editais que os artistas e técnicos possam participar nas fichas técnicas de mais de um projeto tendo em vista que têm sido contemplados apenas 04 projetos anualmente em Produção, e, que o Edital de Difusão não tem sido mantido anualmente. Atualmente alguns grupos também conseguem produzir com recursos da esfera federal e buscam outros mecanismos para a continuidade de seus trabalhos, e isso ao longo do tempo permite haver uma demanda maior de produções que poderiam circular pela cidade.

Reiteramos nessa oportunidade, que há anos, artistas, grupos e coletivos vem reivindicando - por meio de conversas e documentação (Carta protocolada à Comissão do Fundo Municipal de Cultura de Curitiba com data de 25/10/2011 e entregue a V.S.ª em 14 de janeiro do corrente ano) - por um considerável aumento de recursos para a dança no Fundo Municipal de Cultura e por editais que tomem em consideração a produção, a qualificação e quantidade de grupos profissionais e de artistas na área bem como a necessidade de edital para manutenção de companhias e de pesquisa. Devendo-se considerar ainda, que não estejam artistas e empresas que iniciaram a pouco mais de um ano concorrendo na mesma especificidade de edital com outros que tem muitos anos de atuação profissional.

Contamos com sua atenção e disponibilidade e nos colocamos à disposição para dialogar e contribuir assim como para esclarecer qualquer questão.

Atenciosamente,

  1. Fórum de Dança de Curitiba – forumdedancadecuritiba@gmail.com
  2. Contato Improvisação (summus-ci.blogspot.com)
  3. Emovimento produções -  Marila Annibelli Vellozo
  4. Entretantas Conexão em Dança - Gladistoni dos Santos Tridapalli
  5. Contacto Associação Cultural –
  6. Batton-organização de dança
  7. Renata Santos Roel – dançarina e produtora
  8. Carmen Romero – Dança Flamenca
  9. Marcella Souza Carvalho - dançarina de Dança do Ventre e membro efetivo do Conselho Estadual de Cultura no assento de Dança
  10. Ernesto Yiuki Doi – dançarino e produtor
  11. Loa Campos – dançarina e produtora
  12. Bruna Spoladore – dançarina e coreógrafa
  13. Rosemeri Rocha – coreógrafa
  14. Ryan Lebrão – artista da dança
  15. Demian Garcia
  16. Juliana Alves – dançarina e coreógrafa
  17. Emerson Camargo – coreógrafo e dançarino Hip Hop/Danças Urbanas
  18. Coripheus Companhia de Dança - Hip Hop/Danças Urbanas
  19. Cinthia Andrade – professora de dança
  20. Perci Klein – professor
  21. Rosimara Viol – professora de dança
  22. Deferson Melo Ferreira – criador e intérprete
  23. Cinthia Kunifas Gurowsky – professora de dança e artista da dança
  24. Scheila Maçaneiro – professora de dança
  25. Rosane Gonçalves – artista da dança e professora
  26. Giancarlo Martins – professor de dança
  27. Cristiane Wosniak – professora de dança
  28. Amabilis de Jesus – professora e figurinista que atua em projetos de dança
  29. Marcos H. Camargo Rodrigues
  30. Tatiana Araújo Berghauser – Bailarina
  31. Carmela Ferraz – Bailarina
  32. Gabriel Machado – Ator e Bailarino
  33. Selvatica Acoes Artisticas Ltda

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CURITIBA / Gazeta / Política pública de cultura: o debate continua

Amigos, acho super importante a participação de todos neste debate da Gazeta sobre políticas culturais em Curitiba. Já viram? Seguem as perguntas e emails. Acho que quanto mais pessoas responderem melhor.Abraços. Manoel José de Souza Neto

Política pública de cultura: o debate continua

Continuo aqui com o debate sobre a política pública de cultura(principalmente de Curitiba, mas não só), que levantei com o artigo dasemana passada. Algumas pessoas ligadas à área estão dando suasopiniões sobre perguntas básicas que fiz. São quatro as questões queeu propus:

  1. Curitiba tem política cultural? Qual é? O que falta?
  2. A Lei de Incentivo substituiu a política pública de cultura?
  3. A falta de dinheiro também suprime a criatividade (esta questão serefere mais à gestão da cultura do que ao fazer artístico)? Comosuperar?
  4. Qual é a ação mais urgente que se precisa fazer na FundaçãoCultural de Curitiba (FCC)?

Até aqui já opinaram Fabiano Ferronato (engenheiro, pesquisador emúsico), Mara Fontoura (musicista, sócia proprietária da Gramafone ecoordenadora secretária do Fórum Musipar), Getúlio Guerra (produtorcultural, responsável pelo programa de rádio e o Festival Pras Bandas,que se transformou em uma Ong), Thiago Moreira (produtor e gestorcultural), André Alves Wlodarczyk (advogado especializado em direitosautorais e leis de incentivo) e Mauro Tietz, que é o responsáveltécnico pelo Programa Curitiba Lê, mas que aqui responde como cidadãoe não como representante da FCC, conforme pediu que deixasse claro.

Todas as opiniões estão publicadas na íntegra no Blog Sobretudo(www.gazetadopovo.com.br/blog/sobretudo).

E, é claro, lembro que aparticipação é livre e o espaço está aberto a quem quiser opinar (é sómandar no e-mail: luizs@gazetadopovo.com.br).

Observação: Texto acima recebido via e-mail pelo Manoel José de Souza Neto.

terça-feira, 3 de julho de 2012

MOÇÃO DE APOIO para a PL 7032

MOÇÃO DE APOIO para a PL 7032 encaminhado para a Rosa Coimbra (03/07/2012).

Fórum de Dança de Curitiba

Curitiba, 29 de junho de 2012.

Os artistas e profissionais da dança reunidos pelo Fórum de Dança de Curitiba e Fórum Aberto de Dança (promovido pelo Grupo de Pesquisa em Dança da Faculdade de Artes do Paraná) manifestam total apoio às gestões realizadas por Rosa Coimbra, membro do extinto Colegiado Setorial de Dança, representante da dança no CNPC e integrante da diretoria do Fórum Nacional de Dança no que diz respeito a tramitação do PL 7032 na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados que suprimiu o nome dança do texto tratando do ensino obrigatório das artes no país.

Apelamos ao relator da PL, Exmo Sr. Deputado Raul Henry (PMDB-PE), que substitua a expressão “artes cênicas” pelas palavras “circo, dança e teatro”, seguindo a terminologia recomendada pelo Plano Nacional de Dança e garantindo o ensino da diversidade das artes, em conformidade ao objeto do próprio PL. Conforme já reconhecido pelo Ministério da Cultura e pelos profissionais do Circo, da Dança e do Teatro que devem ser tratadas em separado por se constituírem áreas especificas do conhecimento.

Ainda, solicitamos que é importante ser considerada a necessidade de inserção no PL, da obrigatoriedade da Dança no ensino da Arte conforme LDB 9394/96 ao longo da Educação Básica, devendo ter contato com todas as linguagens artísticas através do ensino realizado por licenciados de cada linguagem artística.

  • Fórum de Dança de Curitiba – www.forumdedancadecuritiba.blogspot.com – organização de representatividade da área da dança em Curitiba
  • Fórum Aberto de Dança – Projeto e núcleo do grupo de Pesquisa em Dança da UNESPAR
  • Contacto Associação Cultural – associação sem fins lucrativos que atua na representatividade da área em Curitiba e no estado do Paraná
  • Lucilene Almeida – professora de Dança no Centro Cultural Teatro Guaíra
  • Maria Cecília Vela – professora de Dança Cigana (Escola de Dança Carmen Romero)
  • Scheila Maçaneiro – professora da Licenciatura em Dança do curso de Dança da UNESPAR
  • Tatiana Araújo Berghauser – artista da dança e acadêmica do Curso de Dança da UNESPAR
  • Pedro Almeida – acadêmico do curso de Bacharelado e licenciatura de dança da UNESPAR
  • Emanuella Kalil – Crítica de Dança Jornal Gazeta do Povo/PR
  • Yiuki Doi – artista da dança
  • Leonardo Taques – artista da dança e produtor na área
  • Marila Velloso- coreografa e produtora em dança - forumdedancadecuritiba@gmail.com

terça-feira, 3 de abril de 2012

Retorno Loana Campos - ações área cultural MARÇO 2012

Boa noite a todos

escrevo, pois após a última reunião do Conselho Municipal da Cultura, ao qual fazemos parte ( primeira reunião de 2012), como representante do Conselho pela regional Matriz, elaborei um relatório  para repassar à sociedade civil a qual consigo alcançar por meio das redes sociais e gostaria de compartilhar com vocês, até porque nem todos estiveram presentes, Luciane, não sei se ja te deram o retorno, peço desculpas pela demora, mas não pude enviar pra  vocês antes.

Outra coisa que gostaria de compartilhar é que após a  dúvida quanto a informação do corte ou não corte da verba destinada  ao mecenato em 2012, produtores e artístas de Curitiba se organizaram e elaboraram um documento solicitando algumas informações referentes ao mecenato e ás verbas destinadas a cultura no ano de 2012 e nos 5 anos anteriores a esse.

Esse documento foi protocolado por mim (Loana Campos) como Conselheira, mas assinado por 233 pessoas.

Segue o documento protocolado em anexo.

* Tentarei esse ano estar em contato com vocês, para podermos trocar nossas ações durante o ano, até agosto quando a nossa gestão acaba. Gostaria muito de estarmos nos comunicando mais efetivamente além das convocações onde nos encontramos normalmente. Desse modo vejo uma maior possibilidade de agirmos na comunidade como um todo, como representantes da classe artística e das regionais da cidade.

segue o relatório feito por mim depois da nossa última reunião

Atenciosamente

Loana Campos

Membro titular do Conselho Municipal de Cultura - Regional Matriz

Retorno reuniao Conselho Municipal de Cultura (12/03/2012)

  • Já começou o processo de eleição do Conselho Estadual de Cultura.

Serão:

10 - representantes dos seguimentos artisticos ( já reconhecendo a dança separada do teatro)

As eleições para os seguimentos acontecem dia 16 de junho em uma conferencia em Curitiba.

Ainda esta sendo estudado o como será a candidatura e  votação quanto a pessoas fisicas e juridicas participarem.

5 representantes indicados pelo Estado:

1 – das Universidades Federais

1 – das Universidades Estaduais

1 – do sistema S ( SESI, SESC, SENAE,SEBRAE, etc...)

1 – do Empresariado (FECOMERCIO)

1-   dirigentes das regionais de cultura

8 – representantes das macro-regioes do estado

Cada municipio elegerá um delegado, a quantidade de delegados é referente a demografia da cidade, ou seja, Londrina e Curitiba são exemplos que irão eleger 6 delegados

Em Curitiba a indição dos delegados acontece da seguinte forma:

De 20/03 a 27/03 – as pessoas com interesse em se candidatar como delegado farão sua inscrição através do site da FCC

Logo depois do dia 27 será aberta a inscrição para a pessoa votar, tbm sestará disponivel no site da FCC

A eleição será dia 16 de maio no memorial de Curitiba ( o dia todo)

Serão eleitos 6 delegados e 4 suplentes

A eleição onde os delegados representantes de Curitiba irão esta prevista para junho em Araucária.

A GESTÃO ATUAL DO CONSELHO ESTARÁ NO CARGO ATÉ ABRIL DE 2012 – LOGO SERÁ INICIADO O PROCESSO DE ELEIÇÃO PARA A PROXIMA GESTÃO

ESTA ABERTO O CADASTRO DAS ENTIDADES ( É NECESSARIO QUE SEJA JURÍDICA) DOS 10 SEGUIMENTOS ARTISTICOS NA FCC – PARA A INDICAÇÃO DE MEMBROS DA COMISSÇÃO JULGADORA DO MECENATO E FUNDO

SOBRE MECENATO:

Foi esclarecido nessa reunião que a verba sobre os impostos destinadas a cultura foi divida em duas.

A primeira no início desse ano, a  qual já foi captada inteiramente

A outra metade sera disponibilizada para a captação em junho desse mesmo ano (2012)

Foi solicitado na reunião que seja divulgado aos agentes culturais por meio do site e mailing essa medida, para esclarecimento e direito de todos.

Quanto a prorrogação do edital do Mecenato 2012 foi esclarecido que o motivo veio dos proprios agentes culturais, entidades representativas, solicitando um prazo maior.

CONFERÊNCIAS  SEMESTRAIS

Em breve estará sendo  iniciado o processo de organização para a realização da Conferência de Cultura de 2012 . Ações solicitadas nas conferências anteriores, para que aconteçam anualmente, até mesmo semestralmente, alem das já existentes bianualmente.

                                                                                  Relato feito por Loana Campos

                                                                       Representante da Regional Matriz no Conselho Municipal de Cultura

--
Loa Campos
Produções Artísticas e Culturais
TWITTER: @loa_campos

 

documento protocolado - FCCdocumento protocolado - FCC_1

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carta entregue ao SEPED-PR

Este documento foi escrito pela Marila Velloso solicitando um esclarecimento a respeito da carta entrege pelo SATED-PR e SEPED-PR para SEEC-PR, a qual questiona a legitimidade da dança possuir um assento autônomo das artes Cênicas no anteprojeto da lei do Conselho Estadual de Cultura do Paraná. A/C Presidente do SEPED-PR - Sr. João Luiz Fiani

De: Fórum de Dança de Curitiba e de Marila Velloso - representante da Região Macro Sul do Colegiado Setorial de Dança do Conselho Nacional de Política Cultural e membro efetivo do Comitê de Circo, Dança e Teatro, do Fundo Nacional de Cultura (2010-2011)

Data: 10 de agosto de 2011

Prezado Sr.:

Tivemos acesso ao documento encaminhado para a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná no qual consta também sua assinatura como representante do SEPED-PR, algo que nos causou estranhamento e lhe explicitamos os motivos:

1) Estivemos juntos em reunião junto à SEEC onde nos apresentaram o anteprojeto do PROFICE e no qual constava a dança como segmento não atrelado às artes cênicas e não houve manifestação contrária nem de V.Sa., nem da representante do SATED-PR, Sra. Yara Sarmento, nem de representantes do Fórum das Entidades Culturais do PR que inclusive, participaram do grupo de elaboração de tal anteprojeto;

2) Nas audiências publicas, sobre o anteprojeto do Profice e sobre o anteprojeto do Conselho Estadual de Cultura, não houveram manifestações contrárias a um assento próprio para a área da dança;

3) Após o desligamento oficial do Fórum de Dança de Curitiba da FEC, em carta aberta, há um mês, eis que na ultima audiência houveram manifestações contra este assento, com alegações que não se mostraram pertinentes, já que a Ópera ou o Circo, ou mesmo o Teatro, se não reivindicaram por assento próprio e se sentiram contemplados pelo assento denominado pelo termo “artes cênicas”, não haveriam porque se manifestar contra ou à favor de uma reivindicação da Área da Dança, por sua autonomia como área de conhecimento que é. Os profissionais que compõe uma Área de conhecimento extrapolam as especificidades de produtores, empresários, artistas e técnicos de espetáculos.

4) Também, porque produtores e empresários da área da dança como eu, Marila Velloso, estivemos em diálogo com o SEPED quando esta necessidade foi demandada não fazendo sentido e não havendo uma razão que justifique a assinatura de um documento que aponta graves equívocos de entendimento como este enviado à SEEC, sem terem sido chamados os produtores e empresários de dança para consulta e diálogo. Um documento que atinge de modo arbitrário e injusto, uma área e segmento artístico como a Dança, que tem a importância que tem no Paraná. Contextualizamos o porque:

A dança é uma área de conhecimento autônoma, com uma linguagem, vocabulário e meios de produção e existência próprios. Na esfera federal, desde 1977, tem espaços de representação específicos (SNT e Funarte) e em Curitiba, desde 2005, na Fundação Cultural de Curitiba. Sem contar a existência dos mais de 30 cursos de graduação espalhados pelo País, incluindo o curso de Dança da Faculdade de Artes do Paraná-UNESPAR - o 2o mais antigo do Brasil que completou 25 anos. E um Mestrado em Dança na UFBA além de inúmeros cursos de Pós-Graduação "Lato Sensu".

No Paraná, corpos estáveis de dança foram criados há mais de 50 anos e foram mantidos por governos anteriores mostrando que esta Área tem historicamente no Paraná importância na construção da imagem do Estado em nível federal, estadual e municipal.
Na esfera política e econômica, suas organizações conquistaram espaços também específicos: Colegiado Setorial de Dança, um assento próprio no Conselho Nacional de Política Cultural, dois assentos no Comitê de Circo, Dança e Teatro do Fundo Nacional de Cultura, Assembleias e Pré-Conferências Setoriais, um Plano Nacional de Dança publicado em maio de 2011, um Fundo específico, editais e representantes específicos em distintos espaços de gestão pública e privada.
Essas conquistas não aconteceram de uma hora para a outra nem tampouco foram definidas e decididas por profissionais de outras áreas. Foi no embate dos profissionais da DANÇA (artistas, professores, pesquisadores, alunos e estudantes etc) a partir de suas demandas específicas, pelo modus operandi próprio desta categoria que estes espaços foram ocupados.
A SEEC, após as reivindicações em audiências e documentos que contaram com a assinatura de 95 artistas e profissionais da dança paranaense - de várias cidades e não apenas da capital – contemplou a dança com um assento específico tanto no anteprojeto do Conselho Estadual de Cultura quanto no do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura em razão de uma demanda legítima e legitimada por paranaenses e por uma mobilização e entendimento também nacional sobre a autonomia da área que permeia distintas camadas: artística, produtiva, política, educacional, econômica.

Temos uma recomendação do Conselho Nacional de Política Cultural, publicada em diário oficial, em 2010, para que instituições públicas e privadas tratem a dança como área autônoma do termo “artes cênicas” (enviamos em anexo). Documento entregue à SEEC, em fevereiro deste ano.

O movimento e organização da dança paranaense tem também contribuído sobremaneira para discussões e reflexões aprofundadas sobre a Cultura e as políticas publicas para a Cultura no Estado do Paraná.

Não lembramos de ter visto nenhum representante do Sated-Pr nestas audiências publicas, nem na do ano passado na ALEP, nem convocando reunião com seus associados para discutir um tema que não é da alçada apenas do sindicato dos artistas, mas sim de uma categoria que engloba cursos superiores de dança que formam profissionais da dança de distintos perfis, que engloba grupos e artistas também amadores, e, ainda, muitos profissionais que não são sindicalizados e profissionais da área que não se encaixam nestes dois sindicatos.

Ressaltamos, que estamos aqui defendendo especificidades na elaboração de mecanismos de controle social, não apenas de fomento, estamos falando da construção da idéia de politicas publicas que exigem uma atuação e reflexão sobre uma maioria e não apenas sobre profissionais com DRT. Estes também. Mas não apenas estes. Política Publica é para todos (as); ao menos nossos esforços devem ser para tanto. Os profissionais e afetos à área da dança não são apenas os bailarinos profissionais ou os produtores como eu, ou os empresários.

E isso é argumento para a impropriedade deste documento que conta com dois sindicatos específicos que resolvem se manifestar contrários ao assento de uma área inteira em detrimento dos seus entendimentos sobre quem pode e não pode ser contemplado em um mecanismo de fomento e (ou) de controle social. Isso a alguns dias do prazo final de sugestões sobre o anteprojeto do conselho estadual. E que não se manifestaram em nenhum momento anterior na presença de representações da dança. Lembrando que o prazo da SEEC para sugestões do anteprojeto de lei do Profice, já encerrado anteriormente.

Então: quem irá pensar a formação em dança na elaboração de um programa de cultura estadual? A circulação e produção de espetáculos da área? Um produtor ou diretor de Teatro? Circo ou Ópera? E de que produção de Ópera se pode falar, por exemplo? Porque o Paraná não produz uma ópera há anos! De quem vocês falam então quando defendem uma área amarrada a outra apenas pelo termo artes cênicas? Não produz sentido. É da alçada dos profissionais da dança discutir a dança, mesmo dentro de um sindicato.

Sim, o termo artes cênicas nos acompanha desde a Grécia antiga. Mas nem um termo ou nomenclatura permanece rígido ou fixo. Conforme as demandas e especificidades aparecem, e conforme segmentos se organizam e se reorganizam, as coisas e os nomes e as nomenclaturas se modificam. O termo “artes cênicas” não dá mais conta das especificidades da dança. São profissionais da dança, inclusive produtores, empresários e artistas com DRT que dizem isso. E que querem e tem construído espaço próprio para defender as suas causas e as da cultura.

Ainda, na questão das especificidades da Dança, nada mais natural que a reverberação de movimentos locais e nacionais desta área ressoe também em nosso estado e contribua efetivamente para a consolidação desta como campo de conhecimento e como construtora de um ambiente artístico e cultural mais equânime.
Quanto ao documento:

“Quando do lançamento de editais de incentivo direcionados às diversas áreas artístico-culturais, na grande maioria das vezes o maior número de projetos inscritos são provenientes da área teatral, a qual divide os recursos disponíveis com as outras que integram o mesmo título.”

- Em que contextos isso acontece? Qual mapeamento foi feito que comprove que todas as demandas do Teatro são maiores que todas as demandas da Dança? Afinal, demandas são várias e diferenciadas. São os editais replicados pela SEEC que apontam estes dados? A SEEC apenas em 1989 fez um edital para o dança até final da década de 2000. E durante muito tempo só fez editais voltados ao Teatro em distintas categorias. Isso não conta como diferença de demanda? O apoio investido pelo Estado para que o Paraná tivesse um determinado tipo de demanda no Teatro? Nem por isso a dança deixou de existir. Ela teve sua autonomia com companhia estatal formato que o Teatro não teve (mas uma companhia estatal tem numero reduzido de bailarinos enquanto o teatro circulou e produziu por diversos grupos e categorias em todo o Estado). E isto precisa ser revisto.

Outro dado: a dança foi considerada em pesquisa do IBGE, em 2009, como a atividade cultural que mais ocorre em 56,01% dos municípios brasileiros. A primeira atividade foi o artesanato.

De qualquer modo a dança teve importância na construção da imagem deste Estado. Pelas companhias do Teatro Guaíra e pela Escola. Pelas Companhias do Balé da Cidade de Londrina e a Verve Cia de Dança, de Campo Mourão. Pelos inúmeros dançarinos e coreógrafos de outros gêneros de dança no estado. Pelos egressos de 25 anos de curso de dança da Faculdade de Artes do Paraná (antigo curso da PUC-PR).

Mas esta não é toda a dança do Paraná. E é por esta dança TODA que representações da dança trabalham. É preciso ser justo e reconhecer que os sindicatos que assinam este documento não dão conta desta dimensão profissional e de formação de profissionais, nem mesmo, de resguardo e proteção a esta gama toda de profissionais. Cada um tem sua especificidade e precisa consultar seus associados e sindicalizados, do segmento pertinente, para tomar uma atitude quando surgem desejos, necessidades e interesses contraditórios.

“O motivo que permitiu essa separação, no mínino, parece-nos que não levou em consideração que a área teatral, historicamente, sempre promoveu e/ou liderou os movimentos artísticos; os movimentos político-culturais e os de cidadania, neste país.”

- Vocês refletiram sobre o quanto está desatualizada esta referência? Neste comentário não se considera todos os outros profissionais das outras áreas artísticas que vocês dizem proteger no guarda-chuva das Artes Cênicas. Será que a maioria dos produtores de Teatro hoje no Estado e a maioria dos artistas do Teatro que também produzem e militam concordam com isso? Foram chamados a discutir sobre este parágrafo? Por que parece que o Teatro manteve a mesma atuação política dos anos de ditadura. E não manteve. E isso não diminui a importância das lutas históricas gestadas pelo Teatro assim como não diminui esta importância, o fato de se reconhecer que a Dança há muitos anos tem uma atuação política que fez esta área conquistar espaços.

Porque é importante frisar, que as representações locais e nacionais da Dança não tem medo de reconhecer a potência e importância da Área do Teatro, de seus profissionais. Não é um embate entre áreas para nós. É um embate da área com as camadas da política, da economia, das políticas públicas.

“Assim sendo, não vemos propósito aceitável que ampare a separação supracitada, justamente no momento em que Vossa Excelência trata de construir uma legislação que atenda aos anseios da classe artística e da sociedade e que ainda, faça as devidas correções no intuito de melhor poder estimular o desenvolvimento da Arte/Cultura em nosso estado.”

- Se não houveram reuniões com os associados dos respectivos sindicatos como é que se quer ampliar e falar em anseios da sociedade e da classe artística? De que classe artística vocês falam se não convocaram nem sequer uma profissional da dança como eu que tenho 30 anos de carteira assinada e registrada como bailarina profissional + DRT de produtora + DRT de coreógrafa? E nunca dancei e (ou) produzi sem pagar as contribuições cabíveis.

“Sabemos que tal segmento é um dos mais importantes às execuções das ações sociais, tão caras a todos nós, no que diz respeito a tão desejada, pelo menos, minimização da indigência cultural na qual, lamentavelmente, estamos vivendo.”

- De qual segmento vocês falam? Será que não estamos vivendo a indigência cultural porque nos fazem representar por argumentos e postura política que se manifesta pelos interesses apenas de um dos segmentos das artes sem escuta a dança em um momento como este? Porque se os sindicatos não estão atualizados com as demandas de uma área, é uma coisa, e passar a defender apenas interesses de alguns, é outra.

O Fórum de Dança se desligou da FEC e tem o direito de se desligar de qualquer instituição porque existe e trabalha e se organiza por conta própria há 07 anos. Nenhuma retaliação ao Fórum de Dança de Curitiba deveria atingir toda a Área.

E outro equivoco do documento: há sim em diário oficial recomendação do CNPC para que a dança seja tratada como área autônoma, desvinculada do termo artes cênicas. Nossa categoria conquistou isso nacionalmente.

Prezado Fiani e integrantes e associados do SEPED-PR, solicitamos que o SEPED-PR reveja as razões e o entendimento que o embasou a assinar tal documento visando uma lisura na relação entre as áreas, os artistas, os produtores, os empresários. Acredito que pela atuação do SEPED-PR e experiência na labuta de tantos anos, vocês possam e devam, sim, ter condições de verificar que não é da alçada deste sindicato assinar embaixo de questões tão amplas relacionadas a outro setor e que envolve uma organização local e nacional de muitos anos.

Contamos com sua reflexão e solicitamos que o SEPED-PR reveja seu posicionamento encaminhando à SEEC um documento onde se exime de influenciar negativamente os encaminhamentos já conquistados pela classe da dança no estado do Paraná.

Disponibilizamos-nos a estar com os associados do SEPED-PR e a atender a qualquer questionamento que contribua para elucidar as questões da dança e da cultura no Estado para que evitemos, no futuro próximo e distante, perda e desgaste nas relações.

Aproveito e reitero que sempre observei sua postura e trabalho que acabou por lhe dar autonomia até mesmo do circuito teatral curitibano e mesmo do Brasil. Você gerou autonomia mesmo dentro de um único setor artístico. Porque não se validaria a autonomia entre setores distintos das Artes já que sabemos que o mercado e espaço de trabalho é conquistado individualmente e nos coletivos organizados com muita peleia e conhecimento sobre o que e como se faz?

E ressaltamos: que os sindicatos, tem como premissa maior, a defesa do trabalhador de seus distintos segmentos, e não o autoritarismo de se sentir no direito de apontar quem, quando e como, pode ou não, atuar em prol de seu desenvolvimento profissional.

Ficamos no aguardo de um retorno formal sobre este documento e reivindicação junto a este sindicato.

Atenciosamente,

Marila Velloso - pelo Fórum de Dança de Curitiba e como representação do Colegiado Setorial de Dança e Comitê Técnico de Circo, Dança e Teatro do FNC.

Abaixo a resposta a essa carta que o forum de dança de curitiba recebeu… Yiuki

01 Resposta a Marila Velloso

02 Resposta a Marila Velloso

03 Resposta a Marila Velloso

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Solicitação de uma Declaração para SATED/PR

Curitiba, 11 de Agosto de 2011

A/C Presidente do SATED-PR - SR. Christo Dikoff

Hoje fui no SATED solicitar a ata da última reunião do SATED e quando isso ocorreu. Verifiquei no livro de registro e descobri que a última Assembléia Geral Ordinária ocorreu somente no dia 29 de Março de 2011, e que a pauta do dia era sobre a prestação de conta do ano 2010. Solicitei uma cópia do caderno da ata para xerocar e o Sr. Magno me negou, tampouco permitiu tirar a foto do documento. Também solicitei uma declaração do SATED que “A última Assembléia Geral do SATED aconteceu em 29 de Março de 2011 com o assunto do fechamento do orçamento ano anterior e que depois disso não houve nenhuma convocação de uma Assembléia Geral até a presente data”, mas mesmo isso foi negado pelo Sr. Magno. Por meio desse e-mail solicito que a V.Sa. autorize o Sr. Magno a me repassar uma declaração do SATED onde esteja escrito:

· Declaro que a última Assembléia Geral do SATED/PR aconteceu em 29 de Março de 2011 com o assunto do fechamento do orçamento ano anterior e que depois disso não houve nenhuma convocação de uma Assembléia Geral até a presente data. Dessa maneira não houve nenhuma reunião no SATED/PR onde convocasse a classe artísticas e culturais, inclusive da dança e do teatro, para colocar em pauta a discussão sobre o anteprojeto da nova lei do Conselho Estadual da Cultura do Paraná.

Muito obrigado pela atenção e aguardo o retorno.

Att.

Ernesto Yiuki Doi, membro do Conselho Cultural de Curitiba e do Fórum de dança de Curitiba, portador do DRT de Dançarino 14492

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Marila Velloso: A dança dança como área autônoma das artes cênicas na composição do Conselho Estadual de Cultura do Paraná

Texto abaixo enviado para o e-mail proculturapr@seec.pr.gov.br como sugestão da proposta da Lei do Conselho Estadual de Cultura (Consec) que se encontra em processo de elaboração pela Secretaria de Estado da Cultura – SEEC. Qualquer pessoa residente no Paraná poderá enviar as sugestões até o dia 12 de Agosto de 2011 sobre a proposta da lei. O site da SEEC onde se encontra ao anteprojeto de lei é o seguinte: http://proculturapr.wordpress.com/proposta-conselho/.

A dança é uma área de conhecimento autônoma, com uma linguagem, vocabulário e meios de produção e existência próprios. Na esfera federal, desde 1977, tem espaços de representação específicos (SNT e Funarte) e em Curitiba, desde 2005, na Fundação Cultural de Curitiba. Sem contar a existência dos mais de 30 cursos de graduação espalhados pelo País, incluindo o curso de Dança da Faculdade de Artes do Paraná - UNESPAR - o 2o mais antigo do Brasil que completou 25 anos. E um Mestrado em Dança na UFBA além de inúmeros cursos de Pós-Graduação "Lato Sensu". No Paraná, corpos estáveis de dança foram criados há mais de 50 anos e foram mantidos por governos anteriores mostrando que esta Área tem historicamente no Paraná importância na construção da imagem do Estado em nível federal, estadual e municipal.

Na esfera política e econômica, suas organizações conquistaram espaços também específicos: Colegiado Setorial de Dança, um assento próprio no Conselho Nacional de Política Cultural, dois assentos no Comitê de Circo, Dança e Teatro do Fundo Nacional de Cultura, Assembléias e Pré-Conferências Setoriais, um Plano Nacional de Dança publicado em maio de 2011, um Fundo específico, editais e representantes específicos em distintos espaços de gestão pública e privada.

Essas conquistas não aconteceram de uma hora para a outra nem tampouco foram definidas e decididas por profissionais de outras áreas. Foi no embate dos profissionais da DANÇA (artistas, professores, pesquisadores, alunos e estudantes etc) a partir de suas demandas específicas, pelo modus operandi próprio desta categoria que estes espaços foram ocupados.

O Paraná, após as reivindicações em audiências e documentos que contaram com a assinatura de 95 artistas paranaenses - de várias cidades e não apenas da capital - vai ser contemplado com um assento específico da Dança tanto no Conselho Estadual de Cultura quanto no Programa de Fomento e Incentivo à Cultura em razão de uma demanda legítima e legitimada por paranaenses e por uma mobilização e entendimento também nacional sobre a autonomia da área que permeia distintas camadas: artística, produtiva, política, educacional, econômica. O movimento e organização da dança paranaense tem também contribuído sobremaneira para discussões e reflexões aprofundadas sobre a Cultura e as políticas publicas para a Cultura no Estado do Paraná.

Ainda, na questão das especificidades da Dança, nada mais natural que a reverberação de movimentos locais e nacionais desta área ressoe também em nosso estado e contribua efetivamente para a consolidação desta como campo de conhecimento e como construtora de um ambiente artístico e cultural mais equânime.

Marila Velloso
- co-criadora do Fórum de Dança de Curitiba, artista, pesquisadora e produtora na área. Professora do curso de Dança da FAP. Atua no Movimento Pró-Conselho de Cultura do Paraná.

Yiuki Doi: A dança dança como área autônoma das artes cênicas na composição do Conselho Estadual de Cultura do Paraná

Texto abaixo enviado para o e-mail proculturapr@seec.pr.gov.br  como sugestão da proposta da Lei do Conselho Estadual de Cultura (Consec) que se encontra em processo de elaboração pela Secretaria de Estado da Cultura – SEEC. Qualquer pessoa residente no Paraná poderá enviar as sugestões até o dia 12 de Agosto de 2011 sobre a proposta da lei. O site da SEEC onde se encontra ao anteprojeto de lei é o seguinte: http://proculturapr.wordpress.com/proposta-conselho/.

A dança é mais do que cênico, a maioria dos praticantes da dança não se encontram no espaço cênico de teatros. Separar a dança da artes cênicas é oferecer suporte e apoio para todos os praticantes de dança, não somente às danças cênicas. Além do mais, a dança possui sua especificidade e necessidade autônoma que na prática já existe até faculdade e mestrado no Brasil. A dança em número de praticante supera o teatro, opera ou o circo, mas enquanto a dança é inserida como artes cênicas, a maioria dos praticantes da dança não receberão atenção necessária dentro das suas particularidades. Por isso a necessidade de separar a Dança das Artes Cênicas no Conselho Estadual de Cultura do Paraná, pois estamos tratando de Cultura da Dança e essa não se pode limitar somente à Dança Cênica.

Na última audiência pública houve um questionamento de por que a dança estaria com um assento à parte das artes cênicas na composição do Conselho Estadual de Cultura, considerando que se isso for direito da dança, a opera e o circo também deveriam ter o seu assento. Venho por meio deste e-mail retificar a manutenção do segmento da dança como área autônoma das artes cênicas na composição do Conselho Estadual de Cultura, no anteprojeto de lei. A autonomia da dança já foi colocada em discursos em audiências públicas realizadas pelo MinC que teve como objetivo fazer o levantamento da cultura no Brasil e ouvir as demandas dos distintos segmentos artísticos e culturais, tendo sido uma delas realizada no SESC da Esquina, em Curitiba, no ano passado junto ao deputado federal Ângelo Vanhoni onde as organizações da dança local, na ocasião, se manifestaram em peso solicitando um Fundo Setorial específico, ao Ministério da Cultura. O que foi atendido. Vale também lembrar que essa questão foi discutida em conferencias estaduais, regionais e nacionais de cultura. O Sr. Caique argumenta que não houve discurso a respeito desse assunto, discordo com ele: houve sim, em várias instâncias e por distintas especificidades a ponto de que o próprio Ministério da Cultura compreendeu que no Fundo Nacional de Cultura era necessário manter a especificidade da dança, sua autonomia. Dessa maneira justifico e solicito a manutenção desse item na Lei do Conselho Estadual de Cultura no Paraná.

Att.

Yiuki Doi, membro do Conselho Municipal da Cultura de Curitiba, integrante do Fórum de Dança de Curitiba, bailarino da desCompanhia de dança e propositor do projeto SummuS Contato Improvisação no Vila Arte Espaço de Dança. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

RECURSOS DO FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA PARA 2011 - DANÇA

Protocolamos hoje, na Fundação Cultural de Curitiba, documento destinado aos membros da Comissão do Fundo Municipal de Cultura e aos Conselheiros Municipais de Cultura reivindicando aumento dos recursos para a dança em 2011. A diferença, de mais de 80% entre a dança e o teatro (menos para a dança), demonstra uma discrepância que só pode ser justificada pela falta de critérios e atualização dos referenciais que vem sendo utilizados até então para a distribuição de recursos entre as áreas artísticas.

REPARE: Teatro - R$ 1.506.000,00;
Dança - R$ 283.000,00.

Só dando com gato morto, não é mesmo?

NÃO DÁ PARA CONTINUAR ASSIM!

A DANÇA QUER EQUANIMIDADE NESTA DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS pois não dá para se perpetuar com um edital de produção para apenas dois, ou que sejam, quatro grupos (como parece que será lançado para 2011), a manutenção do edital de pesquisa da casa hoffmann sem os recursos para a curadoria (cursos, grupos de pesquisa, estagiarios de dança, entre varias outras atividades ARTICULADAS, que haviam), e mais nada....

Precisamos de recursos para circular, produzir em maior escala, para o fomento de intercâmbio, para publicações na área que contemplem o registro, memória, politicas publicas na área, criticas de dança, para a formação na área da dança, em para vários gêneros da dança, algo que o Forum de Dança de Curitiba insiste desde que passou a existir deste modo.

É A ÁREA DA DANÇA QUE DEVE SER FORTALECIDA E NÃO APENAS MEIA DÚZIA DE ARTISTAS OU UM OU DOIS GÊNEROS DE DANÇA!!

Este é o novo embate. Vamos demandar de nossos representantes da Comissão do Fundo Municipal (que se reunirá no dia 13/12) e também dos Conselheiros Municipais de Cultura mesmo que estes não venham mais a se reunir. É preciso irem conhecendo as demandas da dança que não são de poucos.

E REIVINDICAMOS DESDE JÁ O ASSENTO DA DANÇA NO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA, conforme recomenda a moção do Conselho Nacional de Políticas Culturais/MINC, de 06 de julho de 2010, que reconhece a DANÇA como área autônoma no campo do conhecimento.

marila