segunda-feira, 30 de maio de 2011

PLANO DE CULTURA

Os texto abaixo foi retirados do Site do MinC, da apostila: SISTEMA NACIONAL DE CULTURA, Guia de Orientações para os Estados - Perguntas e Respostas (pág.14)

PLANO DE CULTURA é um instrumento de gestão de médio e longo prazo, no qual o Poder Público assume a responsabilidade de implantar políticas culturais que ultrapassem os limites de uma única gestão de governo. O Plano estabelece estratégias e metas, define prazos e recursos necessários à sua implementação. A partir das diretrizes definidas pela Conferência de Cultura, que deve contar com ampla participação da sociedade, o Plano é elaborado pelo órgão gestor com a colaboração do Conselho de Política Cultural, a quem cabe aprová-lo. Os planos nacional, estaduais e municipais devem ter correspondência entre si e ser encaminhados pelo Executivo para aprovação dos respectivos poderes legislativos (Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores), a fim de que, transformados em leis, adquiram a estabilidade de políticas de Estado.

domingo, 15 de maio de 2011

DIREITOS CULTURAIS do cidadão brasileiro

Os textos abaixo foram retirados do Site do MinC, da apostila: SISTEMA NACIONAL DE CULTURA, Guia de Orientações para os Municípios - Perguntas e Respostas (página 8)

Os direitos culturais, diferentemente dos direitos sociais, ainda são pouco conhecidos e praticados. São eles:

  • Direito à identidade e à diversidade cultural (ou direito ao patrimônio cultural)
  • Direito à participação na vida cultural, que compreende:
    • Direito à livre criação
    • Direito ao livre acesso
    • Direito à livre difusão
    • Direito à livre participação nas decisões de política cultural
  • Direito autoral
  • Direito ao intercâmbio cultural (nacional e internacional)

A Política Nacional de Cultura considera ser responsabilidade do Estado, com a colaboração da sociedade:

  • Promover, proteger e valorizar os bens do patrimônio cultural brasileiro (material e imaterial) portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira;
  • Apoiar, incentivar e valorizar as manifestações culturais, com plena liberdade de criação e difusão;
  • Universalizar o acesso aos bens e serviços culturais;
  • Democratizar e dar transparência aos processos decisórios, assegurando a participação social nas
    instâncias deliberativas da política cultural;
  • Consolidar a cultura como importante vetor do desenvolvimento sustentável;
  • Intensificar o intercâmbio cultural, nacional e internacional;
  • Promover o diálogo intercultural e contribuir para a promoção da paz;
  • Articular a política cultural com outras políticas públicas.

Proposta de canditatura do governador Beto Richa dizia que o Paranná iria aderir ao Sistema Nacional de Cultura.

Texto abaixo retirado do site do governador.

ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL

Será criado o Sistema Estadual de Cultura, por meio de legislação específica a ser encaminhada à aprovação da Assembléia Legislativa até o segundo semestre de 2011. Grupos de trabalho instituídos pela Secretaria de Estado da Cultura, com integrantes indicados pela comunidade cultural, pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo formularão a proposta de minuta do projeto de lei.

O Sistema Estadual de Cultura confere ao Estado as condições mínimas necessárias para integrar o Sistema Nacional de Cultura, que permitirá acessar recursos e apoio federais para programas e projetos na área de cultura.

O Sistema será composto por:

· Conselho Estadual de Cultura, a ser composto paritariamente por representantes da comunidade cultural, da sociedade civil e do Poder Executivo;

· Conselhos Regionais de Cultura, a serem compostos paritariamente por representantes da comunidade cultural de cada regional de cultura, dos órgãos municipais de cada regional de cultura, da sociedade civil e do Poder Executivo;

· Plano Estadual de Cultura, a ser discutido e elaborado em sinergia com o Plano Nacional de Cultura e com base nas proposições setoriais encaminhadas pela comunidade cultural e pelo Fórum das Entidades Culturais, e submetido a consulta/audiência púbica;

· Programa Estadual de Fomento à Cultura/Lei de Incentivo, que instituirá as ferramentas necessárias para o fomento à cultura e estabelecerá a modalidade de edital público como meio de acesso aos recursos públicos. Preverá, pelo menos, o Fundo Estadual de Cultura, o Mecenato Subsidiado e o controle dos recursos de Lei Rouanet das empresas estatais;

· Conferência Estadual de Cultura, a ser realizada anualmente, como instância de elaboração de diretrizes para a política cultural do Estado.

P.S. Eu tive dificuldade de acessar esse documento no site do governador, quem quiser ler a proposta toda para a cultura deixo o texto disponibilizado aqui no blog do Fórum de Dança de Curitiba.

Proposta para à cultura do candidato ao governador Beto Richa para 2011-2014 / Paraná

Texto abaixo retirado do site do governador.

CULTURA: Visão de Futuro
“Cultura é vida pensada” - Professor Alfredo Bosi

Pensar uma vida melhor para os paranaenses é a premissa que norteia o plano para a área da Cultura. Numa visão contemporânea, a Cultura não é entendida apenas como produção artística, mas principalmente como sentimento de pertencimento a um grupo social. No Paraná esse sentimento encontra-se adormecido, consequência de anos de abandono e descaso, anos de poucos investimentos, anos de nenhuma discussão, anos de ausência da ação do Estado e falta de atendimento às demandas do setor. É hora de pensar uma revolução real – e mensurável – da rica diversidade cultural do Paraná. Revolução que terá de ser construída ao longo de, no mínimo, um período de Governo, ao custo de muito trabalho, decisão política e vontade coletiva de avançar.

Rica e diversa, a Cultura conserva viva a contribuição daqueles que fazem do Paraná um Estado de muitos povos. Índios, filhos desta terra, colonizadores portugueses e espanhóis, os africanos, aos quais se somaram imigrantes de todos os continentes e migrantes brasileiros de vários Estados. Em busca de ouro, de pastagem, de pouso, de lavoura, de trabalho ou de paz, trouxeram consigo crenças, língua, culinária, arte, conhecimento. A força do Paraná é a soma de suas diferenças. São as diferenças, mais do que as igualdades, que o tornam um Estado único – e assim deve ser tratado. A Cultura, mais do que qualquer outra ação indutora do Estado, deve primar pela diversidade de enfoques e de ações.

Diversidade cultural no Paraná é sinônimo de identidade, não de rivalidade. As diferenças, neste Estado, aproximam. O paranaense é amistoso, gentil e generoso, pacífico por natureza. Se a Cultura pode ser considerada o amálgama desta sociedade, valorizá-la, mais que justo, é necessário. E que tal valorização se compreenda no sentido mais amplo da palavra, e se torne ação efetiva. Ação que recupera, ação que promove, ação que financia, ação que garante a perpetuação dos bens culturais – materiais e imateriais.

Ações que, juntas, celebrem a Cultura deste Estado, rico e diverso. Que permita, enfim, que a inquietação se materialize na busca por um caminho melhor numa sociedade ainda tão desigual.

A política cultural do Estado, portanto, deve ser pautada por uma visão humanista, capaz de responder a uma questão central: por que a Cultura, a educação e o conhecimento têm um papel relevante na sociedade moderna? E que papel é esse? De imediato, são dois aspectos a serem considerados na ação cultural de hoje: Cultura e Desenvolvimento. Aspectos que nos impõem novos paradigmas da gestão e política cultural e a busca de novas respostas, particularmente respostas que nos indiquem um caminho a seguir – posto que nossa proposta de política cultural está ligada a um projeto de formação de cidadãos conscientes, críticos, informados e autônomos para decidir seu destino.

Este plano propõe gerir a Cultura fortalecendo suas três dimensões essenciais, a saber:

1. Cultura como manifestação da identidade coletiva – é a Cultura como valor em si, como criação de beleza, como componente fundamental para a vida do cidadão, preservando tudo aquilo que já foi construído e aquilo que se constrói no mundo contemporâneo. Para isso, é vital que o Estado oferte condições para que os criadores continuem a produzir, a oferecer a todos sua visão de mundo. O Estado tem aqui papel significativo na preservação e difusão das manifestações culturais, porque a cultura tem valor em si mesma e é importante para toda a sociedade, independente de ser incluído ou excluído.

2. Cultura como ferramenta de inclusão – é a Cultura como possibilidade de valorização de populações ou de pessoas excluídas ou pouco valorizadas. Essa dimensão tem papel relevante na inclusão das comunidades marginalizadas, sem acesso aos bens, serviços e produtos culturais, porque a Cultura tornou-se, na sociedade moderna, um valor exclusivo para as classes privilegiadas. A Cultura, em última instância, tem papel fundamental na valorização do ser humano.

3. Cultura como valor de mercado – é a chamada indústria cultural, a economia da Cultura, que tem papel vital, mas que não pode sobrepor-se às demais. Estimular a economia da Cultura é uma forma de construir e consolidar as duas outras dimensões, embora cada uma deva ser tratada levando-se em conta suas peculiaridades.

O Paraná tem história, tradição, formação e talentos em todas as linguagens culturais para ser referência no Brasil. Mas a realidade não corresponde ao imenso potencial já comprovado. É possível mudar este quadro – resgatando o esplendor do passado e acrescentando os desafios do futuro. O Paraná pode fazer muito mais – e melhor. A gestão e a ação cultural do Paraná precisam mudar de patamares – do abandono ao reconhecimento, do improviso ao planejamento, da concentração à descentralização, da exclusão à inclusão, da informalidade à organização, de periférica a estratégia. Ao término de um período de um governo, o Estado terá uma estrutura física modificada para dar maior dinâmica operacional, um conjunto de regras de fomento adequadas à realidade atual, um universo de produtores sintonizados com a demanda do Estado, e uma equipe de gestores qualificados e motivados para gerir a cultura do Paraná.

SITUAÇÃO ATUAL

No Paraná, diversidade cultural é sinônimo de identidade. A Cultura conserva viva a contribuição daqueles que construíram o Paraná, desde o seu início até os dias presentes. Nesse sentido verifica-se que algumas oportunidades foram negligenciadas na gestão da Cultura ao longo dos últimos anos. As políticas públicas de fomento à Cultura têm nos mecanismos de incentivo sua principal estratégia de democratização do acesso aos recursos e de difusão dos bens culturais decorrentes. As Leis de Incentivo, nas diferentes escalas de Governo, garantem a realização de projetos culturais, atendendo a demanda de produtores e das comunidades, evitando a perpetuação de clientelismos.

A gestão da Cultura no Paraná há muito deixou de ser prioridade, excluída que foi de qualquer planejamento estratégico – se é que já houve algum. Como consequência de sucessivos Governos indiferentes ao setor, a Cultura perdeu recursos do orçamento público, carece de uma política de fomento clara e perene, não conta com os instrumentos legais de apoio – como o Conselho Estadual de Cultura –, possui poucos e deteriorados equipamentos e o corpo gerencial da Secretaria de Estado da Cultura encontra-se desmotivado. Dados disponíveis revelam uma estrutura envelhecida, pouco capacitada e concentrada na capital, relegando o restante do Estado a uma situação de abandono inaceitável para uma população com rica e diversificada atividade cultural. Para se ter um parâmetro da demanda reprimida, somente em Curitiba a média de projetos que buscam incentivos na Lei Municipal gira em torno de 1.200 por ano.

Não há, no Paraná, um programa de incentivo à Cultura ou uma Lei de Incentivo que dê suporte à realização de projetos culturais, ou outro mecanismo que resolva o problema do financiamento à produção e circulação de bens culturais e artísticos, e para a preservação do patrimônio cultural. O Paraná também carece de um programa consistente de difusão dos bens culturais, hoje limitado em função da pouca capilaridade de estrutura e equipamentos culturais. Por fim, o Paraná precisa de um modelo de gestão que prime pela qualidade física dos equipamentos culturais, pela eficiência administrativa, e pela capacidade de viabilizar fontes alternativas de financiamento.

Em última análise, a gestão cultural no Estado não tem um Plano de Cultura cuja ação de valorização seja compreendida no sentido mais amplo e que se torne de fato ação. Ação que recupera, ação que promove, ação que financia, ação que garante a perpetuação dos bens culturais – materiais e imateriais. Ações que, juntas, celebrem a Cultura deste Estado, rico e diverso. Tal quadro impõe uma intervenção forte e emergencial por parte do Poder Central do Estado para recolocar a Cultura no patamar desejado. Uma análise mais apurada da realidade revela o grau de desprezo com que o Governo Estadual trata a gestão da Cultura. A relação de deficiências é extensa.

Dentre elas, destacam-se:

1. Orçamento insuficiente para atender a demanda por serviços e produtos culturais – apenas 0,34% do orçamento total do Estado.O Projeto de Emenda Constitucional PEC 150, em tramitação no Congresso Nacional, propõe para Estados um percentual mínimo de 1,5% do orçamento global;

2. Inexistência de um programa de fomento à cultura – lei estadual que institua política de incentivo/financiamento, fundo de cultura,mecenato subsidiado;

3. Os Conselhos Estaduais não estão consolidados junto à comunidade cultural – alguns estão legalmente constituídos, mas inativos;

4. Alguns equipamentos necessitam de restauro/revitalização urgentes – em especial o Centro Cultural Teatro Guaíra;

5. Não há programas de gestão focados na melhoria e na ampliação do quadro ou capacitação das equipes;

6. Inexistência de qualquer programa de descentralização das ações culturais – o interior do Estado encontra-se completamente desassistido;

7. Inexistência de Conselhos Curadores e/ou artísticos para orientar programação e conteúdo para os espaços e grupos artísticos – a decisão é excessivamente centralizada.

A inoperância está consolidada em patamar crítico. Não se percebe, desde há muito, qualquer movimento para reverter o quadro de apatia que se abateu sobre o setor. Tampouco há esperança de que isso ocorra no curtíssimo prazo, posto que ações minimamente eficazes exigem discussão e tempo para sua adoção – condições que o atual Governo não reúne. Nem mesmo a existência formal de cinco Conselhos Estaduais dá conta de promover os avanços prementes que a sociedade cobra. Até porque os Conselhos ou não foram nomeados ou não são convocados a opinar. Instrumentos importantes para definir a política cultural e orientar os investimentos, os Conselhos coroam uma burocracia ineficiente e descomprometida com Cultura, ferramenta crucial para o desenvolvimento de qualquer sociedade.

São cinco os Conselhos existentes na estrutura cultural do Estado, a saber:

1. Conselho Estadual de Cultura

2. Conselho Estadual de Editoração

3. Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico

4. Conselho Estadual do Sistema Estadual de Museus

5. Conselho Estadual das Regionais de Cultura

A manutenção, ampliação e/ou eliminação dessas estruturas de assessoramento e apoio vai depender de ampla discussão com toda a sociedade, particularmente com as entidades de classe ligadas ao setor cultural e a comunidade em geral. É boa prática administrativa direcionar os exíguos recursos públicos para as atividades fim e não em estruturas burocráticas intermediárias que, mesmo eficientes, não cumprem a função pública de garantir a todos os paranaenses o acesso irrestrito aos bens culturais. O orçamento da Secretaria de Estado da Cultura caiu de R$ 120 milhões em 2009 para pouco mais de R$ 81 milhões em 2010, o equivalente a apenas 0,34% do orçamento total do Estado. O corte foi de 35%. Uma demonstração inequívoca de que a atual administração não preza a Cultura – e justamente num ano em que a arrecadação voltou a crescer após a crise econômica mundial.

Não sem razão, os principais programas e projetos sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura sofrem de um mal agonizante: a falta de recursos para dar continuidade aos seus planos de ação. Os principais programas e projetos que precisam de urgente amparo são:

1. Rede Estadual de Cinemas – Recuperação e equipamentos de cineteatros municipais (Andirá, Apucarana, Arapongas, Castro,Guaíra, Jacarezinho, Lapa, Loanda, Londrina, Morretes, Ponta Grossa, Rio Negro e União da Vitória);

2. Música nos museus – com agenda limitada a poucos espaços;

3. Guaranis e as Reduções Jesuíticas no Território do Paraná – que aguardam por divulgação no Estado;

4. Paraná – Caminhos da História e da Arte – programa de fruição do acervo dos museus paranaenses em outros municípios, museu itinerante;

5. Paraná Fazendo Arte – para estimular a produção artística e o intercambio cultural;

6. Paraná da Gente – destinado a valorizar a identidade cultural do Paraná (pesquisa e divulgação de seus resultados);

7. Mostra Paranaense de Artes Visuais – tímida para a demanda do Estado;

8. Ligado na Cultura – rede a partir das bibliotecas;

9. Biblioteca Cidadã – implantação aquém da meta estabelecida.

O corte no orçamento destinado à Cultura afeta também a programação do conjunto de 11 museus mantidos pelo Governo do Estado, que se revelam tímidos na difusão da produção cultural paranaense. São os seguintes os espaços geridos pelo Estado:

1. Casa Andrade Mucicy

2. Museu de Arte Contemporânea

3. Museu Paranaense

4. Centro Juvenil de Artes Plásticas

5. Museu Alfredo Andersen

6. Museu da Imagem e do Som

7. Museu do Expedicionário

8. Casa João Turin

9. Sala do Artista Popular

10. Museu Oscar Niemeyer

11. Museus Virtuais

OBJETIVOS DE GOVERNO

1. Adotar postura inovadora e transparente na reformulação de processos e ações inclusive com parcerias

2. Promover a ampliação do acesso aos bens culturais

3. Promover a produção artística

4. Estimular a descentralização da cultura no Estado

5. Implantar programa de Fomento à cultura

6. Instituir conselhos artísticos e curadores

PRINCIPAIS PROPOSTAS:

A gestão da cultura no Paraná exige de imediato, pelo menos, quatro intervenções por parte do Estado. A saber:

1. A inadiável discussão, construção e implantação de uma política cultural para orientar a ação do Poder Público neste vital setor para a sociedade;

2. A necessária discussão, criação e imediata operacionalização de um moderno arcabouço institucional e legal dos mecanismos de apoio à execução da política cultural;

3. A discussão e aprovação – ao longo de 2011 – de um programa de fomento à cultura;

4. A estruturação de um programa de descentralização dos bens culturais.

Por isso, o candidato Beto Richa propõe em seu Plano de Governo um conjunto de ações para dar respostas efetivas a estas demandas do setor. Sua implantação depende muito mais de uma decisão política do que de recursos – ainda que seja premente rediscutir os valores historicamente destinados ao setor –, como é possível perceber no detalhamento das propostas:

ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL

Será criado o Sistema Estadual de Cultura, por meio de legislação específica a ser encaminhada à aprovação da Assembléia Legislativa até o segundo semestre de 2011. Grupos de trabalho instituídos pela Secretaria de Estado da Cultura, com integrantes indicados pela comunidade cultural, pelo Poder Executivo e pelo Poder Legislativo formularão a proposta de minuta do projeto de lei.

O Sistema Estadual de Cultura confere ao Estado as condições mínimas necessárias para integrar o Sistema Nacional de Cultura, que permitirá acessar recursos e apoio federais para programas e projetos na área de cultura.

O Sistema será composto por:

· Conselho Estadual de Cultura, a ser composto paritariamente por representantes da comunidade cultural, da sociedade civil e do Poder Executivo;

· Conselhos Regionais de Cultura, a serem compostos paritariamente por representantes da comunidade cultural de cada regional de cultura, dos órgãos municipais de cada regional de cultura, da sociedade civil e do Poder Executivo;

· Plano Estadual de Cultura, a ser discutido e elaborado em sinergia com o Plano Nacional de Cultura e com base nas proposições setoriais encaminhadas pela comunidade cultural e pelo Fórum das Entidades Culturais, e submetido a consulta/audiência púbica;

· Programa Estadual de Fomento à Cultura/Lei de Incentivo, que instituirá as ferramentas necessárias para o fomento à cultura e estabelecerá a modalidade de edital público como meio de acesso aos recursos públicos. Preverá, pelo menos, o Fundo Estadual de Cultura, o Mecenato Subsidiado e o controle dos recursos de Lei Rouanet das empresas estatais;

· Conferência Estadual de Cultura, a ser realizada anualmente, como instância de elaboração de diretrizes para a política cultural do Estado.

SISTEMAS SETORIAIS DE APOIO

A estrutura atual da Secretaria de Estado da Cultura exige uma atualização dos seus instrumentos de controle e gestão, com o fortalecimento dos sistemas setoriais existentes e a criação de um novo, o do audiovisual, conforme descrito a seguir:

a) Fortalecer o Sistema Estadual de Museus, com a finalidade de:

· Criar grupos de pesquisa permanente nas áreas de atuação de cada museu do Sistema;

· Instituir o conselho de acervos permanentes para definir critérios de aquisição, bem como rubrica orçamentária específica;

· Criar programa permanente de conservação e restauro dos acervos públicos, prevendo rubrica orçamentária específica;

· Criar programa permanente de digitalização dos acervos dos museus, disponibilizando-os em base de dados do Sistema Estadual de Museus para acesso público;

· Criar programa para facilitar a troca de conteúdo entre os museus do Sistema e outras instituições nacionais e internacionais;

· Criar programa de exposições itinerantes, arte-educação, linha editorial e divulgação das ações desenvolvidas pelos museus do Sistema;

· Implementar calendário anual de atividades, otimizando a programação dos museus do Sistema;

b) Fortalecer o Sistema de Bibliotecas Públicas do Paraná, com a finalidade de:

· Ampliar a rede com a implantação e a inclusão de novas bibliotecas e centros de referência em leitura nos municípios;

· Implantar ações na área de incentivo à leitura, com projetos de médio e longo prazo conduzidos por mediadores de leitura;

· Criar nas bibliotecas da rede ambiente para fruição/formação de/em outras linguagens artísticas;

· Implantar o programa permanente de aquisição de acervo de acordo com as necessidades indicadas pelo Programa “Paraná

· Lê”, a ser criado, e da curadoria realizada por comissão técnica instituída por decreto;

· Integrar o Sistema Estadual ao Plano Nacional do Livro e Leitura.

c) Criar o Sistema do Estadual do Audiovisual, com a finalidade de:

· Regulamentar a produção, distribuição e exibição da produção cinematográfica paranaense;

· Estimular a distribuição e lançamentos de filmes nacionais nas salas de cinema do Estado;

· Estabelecer parcerias para a criação e desenvolvimento dos cursos voltados à profissionalização na área do audiovisual;

· Manter e aperfeiçoar o Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo do Paraná, criando sub-categorias;

· Incentivar a realização de Festivais de Cinema em conjunto com as entidades representativas da área;

· Criar a Film Commission do Paraná e dar-lhe plena divulgação;

· Levantar as potencialidades naturais, técnicas e de infraestrutura no Estado para atrair a produção audiovisual;

· Criar plano de incentivo para produções audiovisuais nacionais e internacionais no Paraná;

· Promover o acesso das salas de cinema do Paraná à produção local e nacional, incentivando a formação de platéias.

·

CONSELHOS SETORIAIS DE APOIO

A gestão pública da cultura deve contar com instâncias de decisão que, a um só tempo, funcionem como apoio à administração central e democratizem o acesso aos bens e serviços culturais. Por isso este Plano de Governo propõe:

a) Criar o Conselho Artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, com a finalidade de:

· Estabelecer calendário anual para os grupos artísticos, respeitando os seus respectivos projetos curatoriais;

· Avaliar e propor a retomada das produções do Teatro de Comédia do Paraná;

· Avaliar e propor a retomada do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, recuperando sua posição no calendário de grandes eventos internacionais da área;

· Avaliar e propor parcerias com outros centros culturais no sentido de promover a circulação dos grupos artísticos no Paraná, no Brasil e no exterior;

· Avaliar e propor nova agenda cultural para o espaço, priorizando o calendário dos grupos artísticos e produções paranaenses;

· Criar a Companhia Paranaense de Ópera e respectivo coro;

· Criar programa de montagens do TCP em outros municípios e descentralizar o Prêmio Gralha Azul;

· Criar o Centro de Experimentação e Difusão da Dança.

b) Criar o Conselho Curador do Museu Oscar Niemeyer (MON), com a finalidade de:

· Democratizar a agenda do Museu;

· Manter o padrão de atendimento ao público;

· Manter a qualidade da programação;

· Criar programa de itinerância do acervo;

· Propor reestruturação dos quadros permanentes;

· Criar o Espaço dos Artistas Paranaenses;

· Integrar as ações do MON aos demais museus do sistema;

· Rever o contrato de gestão com a entidade responsável pela administração do MON.

c) Criar o Conselho Curador da Rádio e TV Educativa, com a finalidade de:

Estabelecer o plano organizacional de funcionamento e controle das atividades das emissoras;

· Avaliar e propor conteúdo editorial, com prioridade à educação e cultura, em programas noticiosos, musicais, informativos, de

· debates, de dramaturgia etc.;

· Avaliar e ampliar as parcerias com com o MIS, com emissoras estatais e/ou públicas e com produtores independentes de outros

· Estados da Federação e de outros países;

· Avaliar e propor produção local na área de dramaturgia e abrir espaço para a sua transmissão;

· Avaliar e propor padrão de qualidade técnica em sintonia com a evolução tecnológica, acompanhada por um alto padrão artístico de produção e apresentação.

PATRIMÔNIO CULTURAL

Nenhuma sociedade pode apagar seu passado. Ao contrário, preservando-o e entendo-o é que ela poderá construir seu futuro em bases sólidas. Entender o que nossos antepassados pensavam e faziam é elementar para traçar os rumos do desenvolvimento que queremos, corrigindo eventuais desvios e apropriando-se dos benefícios do mundo moderno. Por isso o Plano de Governo de Beto Richa para o patrimônio cultural propõe:

a) Elaborar o Programa de Registro e Preservação do Patrimônio Cultural do Paraná, com a finalidade de:

· Mapear e documentar o patrimônio cultural do Paraná – material e imaterial –, criando o programa permanente de inventário e pesquisa para levantar exemplares arquitetônicos, catalogar paisagens culturais (urbanas, naturais e sonoras) e registrar expressões culturais populares;

· Estimular a preservação do patrimônio cultural por meio do programa de oficinas regionais de educação patrimonial e ação educativa em parceria com os municípios, prevendo ações dirigidas também aos proprietários de imóveis tombados;

· Estabelecer incentivos fiscais e construtivos;

· Capacitar artífices para o trabalho de restauro;

· Inventariar áreas com potencial turístico, explorando bens patrimoniais com vistas à elaboração de roteiros culturais;

· Criar projeto de publicações sobre patrimônio, definindo linhas de pesquisa, instituindo pelo menos uma revista semestral do patrimônio cultural e concursos anuais temáticos de monografias;

· Atualizar a Lei Estadual 1.211/53, por meio de regulamentação específica, estimular a criação de mecanismos legais estaduais de preservação do patrimônio;

· Incentivar a preservação de material audiovisual, por meio do fortalecimento do MIS - Museu da Imagem e do Som.

DIFUSÃO CULTURAL

Nenhuma política cultural terá razão de ser se não estabelecer um programa de difusão e circulação dos bens culturais, direito de todos. Para isso faz-se necessário:

a) Elaborar o Plano de Difusão de Bens Culturais, com a finalidade de:

· Criar programa permanente de divulgação e de circulação de produtos e serviços culturais por meio da TV Educativa, Rádio Educativa, espaços culturais, publicações e internet;

· Criar programa de itinerância da produção/programação do Centro Cultural Teatro Guaíra;

· Criar programa de itinerância das atividades/programação do Museu Oscar Niemeyer;

· Criar programa de circulação de produtos e serviços culturais entre as regionais de cultura;

· Criar ambiente de relações institucionais visando a circulação e distribuição dos produtos e serviços culturais paranaenses por meio dos Territórios da Juventude;

· Identificar e/ou edificar estruturas físicas para receber os bens culturais em circulação;

· Estimular a criação e manutenção de Bandas Municipais;

· Incentivar a realização de feiras, festas e festivais regionais.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS POPULARES

As manifestações culturais populares constituem a essência do modo de vida de uma sociedade e a forma como se relaciona com os demais grupos sociais – locais, nacionais e internacionais. Estimular sua preservação, difusão e transmissão às futuras gerações do conhecimento necessário a sua perpetuação é tarefa do Poder Público, por meio da adoção de políticas específicas para este fim. O Plano de Governo de Beto Richa para a cultura propõe:

a) Criar o Plano de Pesquisa e Desenvolvimento das expressões culturais populares, com a finalidade de:

· Ampliar a pesquisa e o registro das expressões culturais populares, disponibilizando seu acesso on-line;

· Promover ações de sustentabilidade do artesanato e do folclore paranaense;

· Promover oficinas visando a transmissão de conhecimento dos mestres da cultura popular;

· Promover o resgate e a valorização das culturas tradicionais do Paraná;

· Apoiar e promover a atividade circense, por meio da criação da Companhia Paranaense de Circo.

GESTÃO DA CULTURA

A política cultural que se pretende construir no Paraná requer uma gestão profissionalizada, fundada em metas de produtividade e equilíbrio na distribuição dos recursos públicos destinados ao fomento à cultura. Além de escassos, os recursos disponíveis para a cultura no Paraná têm distribuição desigual, com boa parcela destinada ao Museu Oscar Niemeyer, que, embora mantenha elevado nível de qualidade em sua programação, não justifica o abandono das demais áreas.

Diante deste quadro, este plano propõe:

a) Elaborar o Plano de Gestão da Cultura, com a finalidade de:

· Criar programa permanente de implantação, revitalização e manutenção dos espaços culturais;

· Ampliar o circuito da Rede Estadual de Cinemas;

· Ciar programa de reestruturação e valorização dos quadros permanentes das unidades vinculadas;

· Criar a Escola de Formação e Capacitação na área cultural;

· Gerir o Programa de Fomento à Cultura;

· Estabelecer a distribuição de recursos para fomento por meio de editais públicos;

· Criar o cadastro de profissionais e prestadores de serviços na área cultural;

· Estabelecer diálogo permanente com a comunidade cultural;

· Pesquisar periodicamente as demandas/necessidades culturais;

· Criar programa de parcerias com entidades públicas e privadas;

· Criar programa de fomento para projetos voltados a portadores de necessidades especiais;

· Aperfeiçoar os processos e procedimentos administrativos e financeiros de aplicação dos recursos;

· Criar o Centro Documentação Cultural para registro da memória do Estado;

· Criar e disponibilizar sistema de informações da economia da cultura como estrutura de produção, oportunidades, empregabilidade e demais benefícios.

DESCENTRALIZAÇÃO DA GESTÃO DA CULTURA

a) Elaborar Plano de Gestão Descentralização da Cultura, com a finalidade de:

· Criar os Escritórios Regionais da Cultura e dotar as estruturas de orçamento para atender as demandas de projetos culturais das cidades em cada regional;

· Criar programas de apoio para manutenção e programação de espaços culturais dos municípios: bibliotecas, cinemas, teatros, centros culturais etc.;

· Estabelecer política de itinerância regional, estadual, nacional e internacional.

· Criar calendário estadual e programa de apoio aos grandes festivais.

O BRASIL todo quer o Sistema Nacional da Cultura

Em uma das etapas finais dessas conferências, na II Conferência Nacional de Cultura no dia 16/03/2010, a prioridade mais votadas pelos delegados foi a implantação é a IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DA CULTURA. Veja no site do MinC a respeito desse assunto clicando AQUI.

A representação civil no Conselho Municipal de Cultura de Curitiba é mais justa

O critério de escolha do Conselho Municipal da Cultura de Curitiba é mais democrático na participação dos civis (9 civis dentro de 26 Conselheiros). Veja como isso funciona: Curitiba tem 9 regionais administrativas chamadas de “Ruas da Cidadania” e para cada uma delas existe uma cadeira para o Conselho Municipal da Cultura. Qualquer pessoa física pode votar e escolher seu representante da sua regional administrativa. Além disso, a pessoa física pode candidatar-se à vaga do conselho mediante a comprovação da atuação cultural na sua regional municipal. Veja abaixo o art.03 da LEI ORDINÁRIA 11834/2006 (DATA 04/07/2006) da Câmara Municipal de Curitiba que define o regimento do Conselho Municipal de Cultura de Curitiba.

Art. 3º. O Conselho Municipal será constituído por 25 (vinte e cinco) membros e 25 (vinte e cinco) suplentes, observada a representatividade do Poder Público Municipal, da classe artística e da sociedade civil organizada, da seguinte forma:

  • I - 07 (sete) membros titulares e seus respectivos suplentes, indicados pelo Poder Executivo Municipal;
  • II - 09 (nove) membros titulares e seus respectivos suplentes, escolhidos pela sociedade civil organizada, mediante indicações encaminhadas e votadas no âmbito das Administrações Regionais do Município de Curitiba;
  • III - 07 (sete) membros titulares e respectivos suplentes, representantes da comunidade artística e cultural organizada, vinculados às áreas de atuação especificadas no art. 7º;
  • IV - 02 (dois) membros titulares e respectivos suplentes, representantes da Câmara Municipal de Curitiba. Parágrafo único. Além dos membros especificados nos incisos anteriores, comporá o Conselho, na qualidade de Presidente nato, o Presidente da Fundação Cultural de Curitiba.

P.S. Eu sou conselheiro suplente da Cultura de Curitiba pela Regional Portão (2010-2012), os poderes nesse conselho são mais equilibrados, afinal este somente possui carater consultivo – NÃO é deliberativo. Porém, vejo que analisar essa composição municipal é ótimo para definir um Conselho Estadual de Cultura do Paraná mais democráticos.

Como deve ser a composição do Conselho de Política Cultural?

Na área cultural, a existência de conselhos é antiga, mas há vários tipos de conselho. Os mais tradicionais são os chamados conselhos de “notáveis”, compostos por personalidades de destaque na vida intelectual e artística. Há também os conselhos de tipo “corporativo”, compostos por representantes indicados pelas associações e sindicatos de produtores, artistas e técnicos dos vários setores da cultura. Existem, ainda, os conselhos de “especialistas”, que em geral atuam na proteção do patrimônio histórico e são compostos por arquitetos, urbanistas, historiadores, sociólogos e antropólogos, entre outros. Esses conselhos, em geral, são consultivos e presididos pelo poder público, representado quase que exclusivamente pelo órgão de cultura. Esses tipos de conselhos são, hoje, inadequados ao que dispõe a Constituição de 1988, que consagrou o conceito amplo de cultura, que inclui todos os “modos de criar, fazer e viver” dos “grupos formadores da sociedade brasileira” (artigo 216). Nesse novo contexto, devem ter assento nos Conselhos de Política Cultural, além dos segmentos artísticos, os setores ligados à economia da cultura (trabalhadores, empresários e produtores culturais) e os movimentos sociais de identidade, como os que representam as etnias (culturas indígenas, afro-brasileiras, de imigrantes, entre outras), as identidades sexuais (de gênero, transgênero e de orientação sexual) e as faixas etárias (como os movimentos de juventude, por exemplo). Também devem ter assento representantes de circunscrições territoriais (bairros, distritos e povoados) e de instituições não governamentais ligadas aos temas da cultura. O conceito amplo de cultura condiciona mudanças também na participação do poder público, que deve incluir não apenas os órgãos de cultura, mas representantes de outras políticas públicas que têm interface com a política cultural, tais como: educação, comunicação, turismo, ciência e tecnologia, meio ambiente, esporte, saúde, segurança pública e desenvolvimento econômico e social. Ainda na esfera do poder público podem ser incluídos representantes do poder legislativo e de instituições públicas de ensino e pesquisa. Esses são os critérios que devem nortear a composição dos Conselhos de Política Cultural, mas, é a realidade cultural de cada município que determinará quantos membros e quais segmentos terão assento no seu Conselho.

O textos acima foi retirado da apostila do Site do MinC: SISTEMA NACIONAL DE CULTURA, Guia de Orientações para os Municípios - Perguntas e Respostas (página 21)

ATENÇÃO. O critério de escolha do Conselho Municipal da Cultura de Curitiba é mais democrático na participação dos civis (9 civis dentro de 26 Conselheiros). Veja como isso funciona: Curitiba tem 9 regionais administrativas chamadas de “Ruas da Cidadania” e para cada uma delas existe uma cadeira para o Conselho Municipal da Cultura. Qualquer pessoa física pode votar e escolher seu representante da sua regional administrativa. Além disso, a pessoa física pode candidatar-se à vaga do conselho mediante a comprovação da atuação cultural na sua regional municipal.

Art. 3º da LEI ORDINÁRIA 11834/2006 (DATA 04/07/2006) da Câmara Municipal de Curitiba.

. O Conselho Municipal de Cultura será constituído por 25 (vinte e cinco) membros e 25 (vinte e cinco) suplentes, observada a representatividade do Poder Público Municipal, da classe artística e da sociedade civil organizada, da seguinte forma:

  • I - 07 (sete) membros titulares e seus respectivos suplentes, indicados pelo Poder Executivo Municipal;
  • II - 09 (nove) membros titulares e seus respectivos suplentes, escolhidos pela sociedade civil organizada, mediante indicações encaminhadas e votadas no âmbito das Administrações Regionais do Município de Curitiba;
  • III - 07 (sete) membros titulares e respectivos suplentes, representantes da comunidade artística e cultural organizada, vinculados às áreas de atuação especificadas no art. 7º;
  • IV - 02 (dois) membros titulares e respectivos suplentes, representantes da Câmara Municipal de Curitiba. Parágrafo único. Além dos membros especificados nos incisos anteriores, comporá o Conselho, na qualidade de Presidente nato, o Presidente da Fundação Cultural de Curitiba.