terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Conferência Setorial de Dança de Curitiba (24 Fev 2016)

Conferência Setorial de Dança de Curitiba
Local: Casa Hoffmann
Data: 24 de Fevereiro
Horário: 19h às 21h (4ª feira)

Pauta: Discutir sobre o Plano Setorial de Dança de Curitiba.

Segue a planilha comparativa das diretrizes da Conferência de Cultura Municipal, Estadual e Nacional: https://goo.gl/p4mRPC

Também poderão contribuir para o plano postando comentários na planilha.

Aguardamos a presença de todos os agentes culturais.

Abraços.

Coordenadores da Setorial de Dança de Curitiba


Apoio ao reconhecimento das Artes como área na Base Nacional Comum Curricular – BNCC e consequentemente apoio à Dança como componente das Artes, e não subcomponente da Educação Física.

A TODOS OS PROFISSIONAIS DA ÁREA ARTÍSTICA

Nós, artistas,professores universitários e da Educação Básica, pesquisadores assim como as diferentes representações institucionais e públicas do campo da Arte vimos, por meio desta, manifestar nosso descontentamento e contrariedade frente ao fato de que no texto da Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Básico brasileiro, o subcomponente curricular “Dança” ser incluído como um dos eixos fundamentais que compõem o componente curricular Educação Física a despeito de toda legislação que determina este conhecimento como pertencente à Arte.

Cabe-nos ressaltar que, às vésperas da divulgação deste documento preliminar para consultoria pública, a representante da Dança, que trabalha junto a outros especialistas na elaboração do referido documento, tentou exaustivamente e sem êxito negociar a retirada dos conteúdos de Dança do subcomponente Educação Física de modo que a margem para o diálogo tornou-se cada vez mais restrita.

Temos consciência da única justificativa apresentada pelos colegas do Componente Curricular Educação Física em defesa de tal prática: a tradição arraigada e o costume da inserção da dança em seus currículos.Entretanto observamos a inconsistência deste argumento tendo vista o fato de que nem todas as tradições são sustentáveis, racional ou epistemologicamente, na contemporaneidade ou, mesmo, desejadas. Tomemos por exemplo o racismo que também se enraizou como tradição arraigada em nosso país e, todavia,entendemos que deve ser combatido e não legitimado em sua inércia.

A tensão entre os colegas licenciados em Dança e aqueles licenciados em Educação Física tem um histórico de cerca de 15 anos na educação básica brasileira e denota um cunho político e de reserva de mercado de trabalho em prol da Educação Física que não podem mais ser negligenciados. Tivemos uma grande batalha contra o CONFEF – Conselho Federal de Educação Física que insistia em dominar o mercado de trabalho das academias de formação em dança através da imposição de que todos os professores de dança se filiassem ao CONFEF e para isto deveriam ser formados em educação física ou se “qualificar” num cursinho de três meses. Enfim, foi uma situação ameaçadora que mobilizou os profissionais em dança, incluindo a mobilização do congresso nacional, com o apoio de parlamentares que evitaram que o CONFEF invadisse o campo do ensino da dança.

Partindo das considerações acima colocadas, entendemos que, ainda que nas Diretrizes Curriculares do Curso de Educação Física, aprovadas pelo CNE, conste a dança como disciplina não obrigatória que pode ser cursada ao longo da graduação; as Diretrizes Curriculares Nacionais - documento que não apenas normatiza a educação básica, mas que deve balizar a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) - alocam a dança no Componente curricular Arte em todas as passagens em que aparece, desde a Educação Infantil ao Ensino Médio,a saber, nas páginas 99, 114, 133, 450, 484, 505 e 506 das referidas Diretrizes.

O fato de que a Educação Física preveja a Dança como um de seus conteúdos nas Diretrizes Curriculares de seus cursos de graduação não é elemento que balize de forma consistente a transformação da Dança em subcomponente para viabilizar seu ensino na Educação Básica atrelado ao componente curricular Educação Física, uma vez que as Diretrizes Curriculares Nacionais são claras em relação a esse tópico. A Dança é subcomponente pertencente ao componente curricular Arte.

Soma-se a isso o fato de que a Educação Física, a despeito da exigência do PNE, ainda não tem diretrizes curriculares específicas para a licenciatura; deste modo os profissionais da Educação Física não se reportam ao MEC, mas sim ao Conselho Federal de Educação Física (CONFEF); já os cursos de licenciatura em Dança – bem como seu exercício profissional e as questões relativas à sua disciplina - são subordinados – como no caso de outras licenciaturas – ao MEC, o que representa um claro ganho à educação.

Importante salientar que existem hoje no Brasil 35 cursos de Licenciatura em Dança reconhecidos pelo MEC, cujo eixo principal de seus currículos é especificamente o ensino da Dança na Educação Básica. O mesmo não se procede em relação à Educação Física. Se observarmos, por exemplo, as matrizes curriculares dos cursos de Licenciatura em Educação Física no país, fica claro que a Dança constitui, na grande maioria dos cursos, somente uma disciplina em meio a um período de 4 anos de formação.  Vejamos:

  1. Atualmente, na matriz curricular do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a disciplina “Danças”, é  oferecida no 2º período, com carga horária de 45h. Essa é a única disciplina oferecida em toda formação do futuro professor de Educação Física.
  2. No curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Goiás, a Dança nem sequer é elencada como disciplina na matriz curricular. 
  3. O mesmo acontece com a Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal da Bahia. 

Situação bem diferente pode ser percebida nas matrizes curriculares dos cursos de Licenciatura em Dança, em que quase a totalidade da carga horária da formação do futuro professor de Dança é ocupada com disciplinas que tratam dos diferentes estilos de dança (dança moderna, contemporânea, danças brasileiras, entre outras), problematizando seu ensino e a inserção deste no contexto da Educação Básica.

Nessa perspectiva, constata-se que a Dança, como subcomponente do componente curricular Arte, já vem consolidando um percurso de formação de professores para atuarem na Educação Básica de forma crítica, reivindicando para si sua especificidade como prática artística e cultural pertencente ao entendimento da Arte como campo de conhecimento que deve ter suas especificidades e importância respeitadas na escola como campo específico e singular de construção de saber.

Cabe-nos considerar que o fato de uma disciplina estar inserida em um curso não torna seu egresso especialista no conhecimento em pauta, mas apenas o alija da condição absoluta de leigo. Não fosse assim, poderíamos admitir que qualquer professor de ensino básico, de qualquer área de conhecimento, poderia clinicar em consultórios de Psicologia Infantil tendo em vista o fato de que cursou a disciplina de psicologia na formação universitária.

Desse modo, é notório que a Licenciatura em Educação Física não oferece a mínima formação necessária para que seu egresso possa atuar de forma consistente no ensino de Dança que pressuporia conhecimento de conceitos específicos concernentes à dança como forma estética, contextualização dessas diferentes práticas de Dança numa perspectiva crítica e sensível, criação em Dança, investigação da Dança em suas diferentes matrizes expressivas etc. Como fazer isso de forma consistente com uma única disciplina de Dança em sua formação? E nos casos apresentados da ausência de qualquer disciplina de Dança?

Com esta realidade em cena, cabe-nos lembrar que o Colegiado Setorial da Dança, órgão vinculado ao Ministério da Cultura, elaborou o Plano Setorial da Dança, de âmbito nacional e que integra o Sistema Nacional de Cultura. Este plano fixou diretrizes para orientar a implementação de políticas públicas para o ensino da Dança em todo o país. Dentre outras coisas, o documento diz:

3.1.3. Implementar instrumentos jurídicos e legais que assegurem a inclusão do ensino da dança nos currículos do ensino básico de todas as escolas públicas e privadas. (Médio e longo prazo / Meta: 100% de docentes contratados para a área com Licenciatura em Dança).

A este propósito queremos considerar a reunião recente – de agosto de 2015 – que teve como tema "Encontro sobre Arte e Cultura no Currículo” - na qual foi firmado acordo, sob a forma de Portaria Interministerial Minc/MEC, entre o Ministro da Educação, Renato Janine, e o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, contando com a presença do Secretário da Educação Básica, Manuel Palácios, que estabelece a inserção de forma autônoma, e com suas especificidades respeitadas, da Arte e da Cultura nos currículos da Educação Básica.  Este acordo teve a Base Nacional Curricular Comum como uma se suas pautas.

Nessa perspectiva, apresentamos nosso repúdio ao fato de o documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular ir para a consulta pública com este equívoco que contraria uma portaria interministerial, o plano setorial e todo o investimento público na criação dos cursos de licenciatura em Dança, além de atropelar o campo de conhecimento em Artes.

Desse modo, nós artistas, professores e pesquisadores e as diferentes representações institucionais e públicas do campo da Arte, não podemos legitimar, pelo silêncio, um documento que claramente desrespeita e prejudica a Arte como campo de conhecimento e como componente curricular e mais especificamente a Dança como subcomponente desta, fingindo desconhecimento e furtando-se a declarar abertamente uma posição em relação a essa disputa política e reserva de mercado dos profissionais da Educação Física na incorporação da Dança para si.

Arnaldo Alvarenga, bailarino, coreógrafo, pesquisador e professor do Curso de Licenciatura em Dança da UFMG.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

5ª Conferência Municipal de Cultura de Curitiba! (18, 19 e 20 de Dezembro de 2015)

A nossa 5ª conferência tem como meta principal o Plano Municipal de Cultura para os próximos 10 anos, nas políticas públicas de cultura na cidade de Curitiba.

"A constituição brasileira de 1988 estabelece que para promover e proteger a cultura, deve haver colaboração entre o poder público e a comunidade". Um princípio que rege o Sistema Nacional de Cultura que vem sendo implementado em Curitiba nos últimos anos.

É direito todos cidadãos participar da conferência. No entanto, o direito ao voto são dos delegados eleitos pela conferências regionais e setoriais (estas também foram abertas a todos cidadãos com direito a voto ; )

Muitas vezes, para termos direitos, temos deveres a cumprir antes.

Vamos todos participar da Conferência : )

Abraços.

Yiuki Doi, membro do Fórum de Dança de Curitiba e Coordenador Setorial de Dança de Curitiba (2015-2017)

PS: Informações sobre a conferência: https://goo.gl/7XMskb




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Setorial de Dança de Curitiba (2016-2017)

Setorial de Dança de Curitiba é um órgão integrante do SMC - Sistema Municipal de Cultura de Curitiba. Seus coordenadores são eleitos na Conferência Setorial de Dança que antecede a Conferência Municipal de Cultura. Os coordenadores terão mandato de dois anos articulando as necessidades da classe da dança junto ao Conselho Municipal de Cultura e a Fundação Cultural de Curitiba.

Coordenadores do Setorial de Dança de Curitiba (2016-2017):

TITULARES:
- Marcella Souza Carvalho
- Loana Alves Campos
- Ernesto Yiuki Doi
- Lívea Castro Calvo
- Milzi Helena Digiovanni
- Rosemeri Rocha

SUPLENTES:
- Oberdan Porto Leal Piantino,
- Mariah Spagnolo,
- Diviane Helena de Oliveira e
- Giovanna de Oliveira França.

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CONFERÊNCIA SETORIAL DE DANÇA DE CURITIBA (30 de Novembro de 2015)



CONFERÊNCIA SETORIAL DE DANÇA DE CURITIBA
- DATA: 30 de Novembro de 2015
- HORÁRIO: 19h às 21h (2ª feira)
- LOCAL: CASA HOFFMANN (R. Claudino dos Santos, Nº58, Largo da Ordem)

PAUTA:

  • Contextualização do processo de alteração da nova minuta da Lei de Incentivo à Cultura de Curitiba e apresentação de proposta da FCC para a 5ª Conferência Municipal de Curitiba (Dez/2015).
  • Eleição dos delegados e coordenadores da Setorial de Dança para a 5ª Conferência Municipal de Curitiba.
  • Retorno dos membros do Colegiado sobre a Setorial Nacional (Colegiado/ CNPC)
  • Agendamento da próxima reunião da Setorial de Dança de Curitiba para estudo do Plano Nacional da Dança na contribuição do Plano Municipal de Cultura.
ORGANIZAÇÃO:
  • Membros do Colegiado Setorial de Dança / CNPC (2016-2017)
  • Loa Campos e Marcella Souza Carvalho
  • Delegados Setoriais de Dança de Curitiba (2014):
  • Loa Campos e Yiuki Doi
APOIO:
  • Cotacto Associação Cultural
  • Fórum de Dança de Curitiba
  • 5ª Conferência Municipal de Cultura de Curitiba
  • Fundação Cultural de Curitiba

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RESULTADO DA ELEIÇÃO:

Delegado Setorial de Dança de Curitiba – Governo:

Titular: Milzi Helena Digiovanni
Suplente: Rosemeri Rocha
Delegado Setorial de DAnça de Curitiba – Sociedade Civil:

Titulares: Marcella Souza Carvalho e Loana Alves Campos
Suplentes: Ernesto Yiuki Doi e Gabriela Silva Rocha D’Angelis
Coordenadores do Coordenadores do Fórum Setorial de Dança – Governo:

Titulares: Milzi Helena Digiovanni e Rosemeri Rocha
Coordenadores do Coordenadores do Fórum Setorial de Dança – Soc. Civil:

Titulares: Marcella Souza Carvalho, Loana Alves Campos, Ernesto Yiuki Doi e Lívea Castro Calvo
Suplentes: Oberdan Porto Leal Piantino, Mariah Spagnolo, Diviane Helena de Oliveira e Giovanna de Oliveira França.
Os delegados eleitos vão representar a dança e terão direitos ao voto na Conferência Municipal de Cultura de Curitiba 2015 que aconterá no dia 18 a 20 de Dezembro de 2015.

Setorial de Dança de Curitiba é um órgão integrante do SMC - Sistema Municipal de Cultura de Curitiba. Seus coordenadores são eleitos na Conferência Setorial de Dança que antecede a Conferência Municipal de Cultura. Os coordenadores terão mandato de dois anos articulando as necessidades da classe da dança junto ao Conselho Municipal de Cultura e a Fundação Cultural de Curitiba.

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ATA DA CONFERÊNCIA SETORIAL DE CULTURA | DANÇA

Aos 30 dias do mês de novembro de 2015, reuniram-se na Casa Hoffmann, sito à Rua Claudino dos Santos, nº 58, membros da Comunidade em geral, Autoridades, representantes do Poder Executivo Municipal, para debater sobre o PMCC – Plano Municipal de Cultura de Curitiba e eleger Delegados e os Coordenadores do Fórum Setorial de Dança, para a etapa final da 5ª Conferência Municipal de Cultura, que será realizada dias 18, 19 e 20 de dezembro de 2015, na IFPR (Campus Curitiba). No primeiro momento, os coordenadores Loana Campos, Marcella Souza e Yiuki Doi contextualizaram a questão das pré conferências como preparação para a Conferência Municipal, sua importância e sua relação com o Sistema Nacional de Cultura. Apresentou-se o regimento interno e a pauta da presente Conferência, que foram aprovadas por unanimidade. Adriano – conselheiro artes cênicas – explanou sobre o processo da nova minuta de Lei Municipal de Incentivo à Cultura (principais alterações do fundo, mecenato, pessoa física/pessoa jurídica). Yiuki pontuou o fato de a minuta final da Lei de Incentivo ter profunda diferença da inicial e do avanço que isso significa a partir do posicionamento e reivindicação das áreas artísticas. Loa destacou que agora a questão da representatividade e autonomia da Dança em relação às Artes Cênicas no município vai prosseguir com a conquista de cadeira específica para a área da Dança. Luciene da Fundação Cultural falou sobre o PMCC - Plano Municipal de Cultura de Curitiba, onde destacou a importância das propostas de cada Setorial e da participação destes representantes eleitos, para aprovar as emendas a serem votadas na Plenária Final da 5ª Conferência Municipal de Cultura. Yiuki frisou a importância crucial da participação da sociedade civil nesses processos todos que se relacionam com o Sistema Nacional de Cultura. Logo após, foi explicado o processo das setoriais e de escolha dos delegados e coordenadores. Rose Rocha questionou qual foi o critério de inicialmente a Dança estar dentro da Conferência Multiáreas e não uma específica da área. Pontuou-se o fator da participação da classe ser importante nesse processo de fortalecimento para autonomia. Luciene disse que isso já veio pronto da FCC. E também o fato do engajamento e mobilização política necessário para que os órgãos reconheçam essa autonomia e mantenham esse lugar de autonomia da Dança. Foi trazido à tona o fato de estar acontecendo um esvaziamento da área, e de que se não houver participação, há instituições que continuarão a responder pela Dança. Logo após foram eleitos os seguintes Delegados: Milze titular governo e Rose Rocha suplente governo; Marcella e Loana titulares sociedade civil e Yiuki e Gabi D’Angelis suplentes sociedade civil, respectivamente e por unanimidade. Como Coordenadores do Fórum Setorial de Dança foram eleitos titulares: Yiuki, Loana, Marcella, Lívea Castro. Suplentes: Ober Dan, Mariah, Diviane, Giovanna, da sociedade civil. Do governo foram eleitas Milze e Rose Rocha como titulares. Na seqüência, Marcella e Loana explicaram como foi o processo de eleição do Colegiado Setorial Nacional / CNPC no Rio de Janeiro entre 10 a 13 de novembro. Loana ficou como titular e Marcella como suplente da área de formação. Explicaram também aspectos considerados primordiais para discussão dentro do colegiado, tais como efetiva implementação do Plano Nacional de Dança alinhado ao Plano Nacional das Artes. Logo depois ficou definido agendamento de próxima reunião da Setorial de Dança de Curitiba, para dia 01 de fevereiro de 2016. Por fim, levantou-se mais duas questões para escrita das seguintes moções: para que o PNA tenha abertura de receber contribuições de diferentes e quaisquer organizações do país que discutam políticas para Dança, bem como o reconhecimento de todas essas organizações; e apoio às Artes como área na Base Nacional Comum Curricular – BNCC e conseqüente apoio à Dança como componente das Artes (e não subcomponente da Educação Física). Adriano Esturilho comentou ainda sobre discussão recente e em voga acerca da aprovação dos projetos mecenato da FCC. No dia 16 de dezembro haverá uma reunião onde se discutirá possibilidade de rever os nomes dos projetos que atingiram a nota para que todos possam captar. Carmen levantou o fato de que dentre as pessoas que avaliaram os projetos do mecenato artes cênicas nenhuma era da área da dança, e que isso é um absurdo. Todos os demais concordaram e propôs-se a elaboração de um documento para a FCC questionando esse ponto. Agradecimentos finais  Sem mais para o momento eu Marcella Souza Carvalho que secretariei esta reunião e os demais coordenadores encerramos esta Pré Conferência.



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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Eleições FAP/UNESPAR 2015

Pessoal,

A eleição para a direção será nessa 5ª feira agora!

Fórum de Dança de Curitiba apoiando a Chapa "Cienciarte" com  Edison Mercuri (direção) e Marila Velloso (vice)

Vejam as propostas e os currículos deles no Blog www.cienciartedirecao.wordpress.com

Abraços

Fórum de Dança de Curitiba

Eleição Fap 2015 low

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Inscrições de eleitores e candidatos a membro do Conselho Municipal da Cultura de Curitiba (15 de abril a 15 de maio de 2015)

FONTE: SITE DA FCC 

Estão abertas as inscrições de candidatos ao Conselho Municipal da Cultura de Curitiba para o biênio 2015-2017. Os procedimentos destinados à eleição de membros da sociedade civil e da comunidade artística organizada para a formação do Conselho estão nos editais 023/2015 e 024/2015, disponíveis no site da FCC. O período de inscrições encerra no dia 15 de maio e as eleições estão marcadas para 22 de maio.

O Conselho Municipal da Cultura, órgão que institucionaliza a relação entre a administração municipal e os setores da sociedade ligados à cultura, participando da elaboração e da fiscalização das políticas culturais, é constituído por 25 membros titulares e 25 membros suplentes. Nove vagas titulares e nove suplentes são reservadas para os representantes da sociedade civil organizada. Aos representantes da comunidade artística e cultural são destinadas sete vagas titulares e sete suplentes. Os demais membros são representantes do Poder Executivo Municipal e da Câmara Municipal de Curitiba. O mandato é de dois anos.

Sociedade civil – Na eleição de membros da sociedade civil, podem se candidatar cidadãos que atuem na área cultural e sejam reconhecidos em suas comunidades como participantes, organizadores ou incentivadores da cultura. Os candidatos devem comprovar a atuação em atividades culturais, em pelo menos uma das seguintes áreas: música, artes cênicas, audiovisual, literatura, artes visuais, patrimônio histórico, artístico e cultural; folclore, artesanato, cultura popular e demais manifestações culturais tradicionais. A inscrição desses candidatos deve ser feita nos núcleos da Fundação Cultural de Curitiba, junto às nove regionais do município.

Cada regional elegerá um membro titular e um suplente. Qualquer pessoa pode participar como eleitora, bastando apresentar, no dia da eleição, na regional onde reside, carteira de identidade e título de eleitor. O cadastramento, tanto dos candidatos como dos eleitores, só pode ser realizado nas regionais onde se localizam suas respectivas residências ou domicílios.

Comunidade artística – O cadastramento das entidades eleitoras (pessoas jurídicas) e candidatos (pessoa física), representantes da comunidade artística e cultural, deve ser feito no protocolo da Fundação Cultural de Curitiba – Rua Engenheiros Rebouças, 1.732 – Rebouças. Os candidatos também devem comprovar a atuação em atividades culturais, em pelo menos uma das seguintes áreas: música, artes cênicas, audiovisual, literatura, artes visuais, patrimônio histórico, artístico e cultural; folclore, artesanato, cultura popular e demais manifestações culturais tradicionais.

As organizações culturais precisam comprovar que desenvolvem atividades culturais há pelo menos um ano. Só podem participar entidades sem fins lucrativos, como associações, sindicatos, sociedades civis e demais entidades cujos objetivos sociais envolvam a representação de trabalhadores ou produtores do segmento cultural, ou que visem desenvolver, divulgar e apoiar a manifestação cultural naquelas áreas artísticas.

A partir do dia 16 de maio, a Fundação Cultural de Curitiba divulgará no site a relação das entidades habilitadas a participar na qualidade de eleitoras bem como dos candidatos inscritos. As eleições acontecem no dia 22 de maio, das 13h às 20h. A votação para membros representantes da sociedade civil será realizada nos próprios núcleos regionais (o edital 023/2015 contém a relação de endereços). A votação para membros representantes da classe artística será no Palacete dos Estudantes (R. Carlos Cavalcanti, 1157 – bairro São Francisco).

Serviço: 
Inscrições de eleitores e candidatos a membro do Conselho Municipal da Cultura de Curitiba
Data: de 15 de abril a 15 de maio de 2015.
Os editais 023/2015 e 024/2015, com informações sobre as normas e todos os procedimentos referentes à eleição de membros do Conselho, estão disponíveis no site www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br, no link Editais e Portarias.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

IMPROVISO DANÇA E MÚSICA - 4 anos de resistência em Curitiba

O objetivo do Improviso Dança e Música é apresentar à comunidade curitibana proposições artísticas em diferentes modos e configurações. Isso acontece, sobretudo, proporcionando aos artistas e a comunidade em geral um ambiente de criação e investigação pela via da improvisação, integrando as diferentes Artes Perfomativas (Dança, Música, Teatro, Artes Visuais e Poesia). O Improviso Dança e Música é um ambiente coletivo que integra criação e livre expressão, agregando valores sociais, culturais e artísticos.

O projeto começou em 2010 organizado pelo UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da FAP, que é coordenado pela Profª Rosemeri Rocha. Teve o apoio inicial do MON - Museu Oscar Niemeyer, sendo realizado no vão vazio do museu. Começou como uma ação esporádica, tornando-se mensal desde 2013 e acontecendo entre os meses de março a dezembro. Atualmente o projeto é organizado através da parceria do UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da FAP com o SummuS Contato Improvisação.

JAM  MON 2010-06 Foto Guilherme Melnik 6

Em Maio de 2013 o projeto deixou de receber o apoio do MON, quando o Coordenador de Atividades Culturais do MON, Beto Lanza, declarou que a atividade não estava à altura das exposições que aconteciam nos pisos superiores. Na ocasião, ao invés de argumentar sobre a importância do projeto na cidade, os organizadores resolveram entrar em contato com a Fundação Cultural de Curitiba. Esta havia passado por uma mudança de gestão, após a eleição de 2012, saindo das mãos do PSDB para a coligação PDT/PT/PV – uma mudança que abriu novas diretrizes administrativas na Casa Hoffmann - Centro de Estudos do Movimento do Município. Por ser uma atividade de fomento cultural gratuita, a proposta do improviso foi aceita pela FCC.

Na época discutiu-se mudar o nome do evento para "Danças de Portas Abertas", que era uma atividade de cunho parecido que acontecera na Casa Hoffmann entre 2006 e 2009. Era uma ação que integrava o “Programa Dança Cidade” elaborada por Marila Velloso em sua gestão como coordenadora de Dança na FCC. Apesar de várias ações importantes na época, o “Programa Dança Cidade” foi interrompido pela falta de apoio da gestão da FCC daquele período. Assim, com o tempo, a atividade "Danças de Portas Abertas" tinha deixado de acontecer na Casa Hoffmann. Apesar da memória histórica, na transição do local de realização do improviso, a equipe organizadora decidiu manter o nome "Improviso Dança e Música", pois a atividade no MON já era conhecida na cidade e tinha sua própria trajetória.

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O projeto é um ato de resistência realizado sem patrocínio. O apoio com que conta é a disponibilidade do espaço da Casa Hoffmann. A coordenadora da Casa Hoffmann, Milzi Digiovanni, e o funcionário José Barros abrem o estabelecimento no 1º domingo do mês voluntariamente, sem o que não seria possível realizar o evento.

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O “Improviso Dança e Música” é um espaço de diversidade cultural, de apreciação e experimentação artística, que fazem refletir sobre “o que é arte”, “quem realiza” e de “que maneira acontece”. Também contribui para o exercício da cidadania no ato de dialogar, compor e habitar coletivamente o espaço. São esses valores sociais, culturais e artísticos que dão significado aos quatro anos de “Improviso Dança e Música” em Curitiba.

TEXTO: Yiuki Doi | REVISÃO DE TEXTO: Marina Feldman

P.S. Buscando imagens de registro do “Dança de Portas Abertas”, encontrei o Blog do Franco Caldas Fuchs que está no ar desde 2006. São oito anos de trabalho! Além da foto, também encontrei a entrevista de 2008 com a Marila Velloso sobre a proposta “Dança de Portas Abertas”. Lendo a entrevista, realmente não há diferença entre as duas atividades. Muito bom encontrar esses documentos. Yiuki